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A casa às costas

“Fiquei desiludido por não ter ido ao Mundial de 2006. Pekerman disse que foi por ter preferido levar mais um avançado. Não me convenceu”

“Fiquei desiludido por não ter ido ao Mundial de 2006. Pekerman disse que foi por ter preferido levar mais um avançado. Não me convenceu”
D.R.

Aos 45 anos e com o curso UEFA Pro concluído, Aldo Duscher diz-se pronto para treinar uma equipa que acredite no seu projeto. O argentino que vive em Madrid conta, nesta segunda parte do Casa às Costas, como foram os 10 anos que jogou em Espanha, ao serviço do Deportivo da Corunha, Racing Santander, Sevilla e Espanyol, relembra o final de carreira doloroso, no Barcelona SC do Equador e em Chipre e revela como pendurou as chuteiras, já na Grécia

Em 2000/01, após ganhar o título pelo Sporting, assinou pelo Deportivo. Como foi a chegada à Corunha e a adaptação a Espanha?
Fui também acompanhado da minha mãe e irmã. Não foi difícil a adaptação porque o idioma era o mesmo, havia argentinos no plantel, o clube não tinha cidade desportiva, estruturalmente era mais pequeno que o Sporting, mas tinha ganhado a La Liga e ia jogar a Liga dos Campeões. E tinha um grande plantel.

Foi tão bem recebido no balneário como em Portugal?
Sim, até porque chegaram muitos jogadores novos, a maioria éramos novos no plantel. Estavam lá o Scaloni, Arturo Flores, Schurrer que me ajudaram.

Os espanhóis não vos olhavam de lado?
Não. O mais saudável no futebol são os jogadores. Nunca houve complicações, claro que uns dão-se mais do que outros, uns mais com uns do que com outros, por questão de personalidade, mas nunca houve maldade nos balneários por onde passei.

O futebol em Espanha era muito diferente do português e argentino?
Talvez um pouco mais técnico, o português e o argentino são mais físicos.

De qual gostava mais?
Gosto de ambos, porque tanto gostava de defender como de atacar. Não deixa de ser futebol e se o jogador é bom joga em todo o lado. O meu futebol adapta-se, porque dou tudo dentro de campo, tudo mesmo. Sou assim desde pequeno. Se não terminava o jogo morto, faltava algo. O objetivo é ganhar, tens de deixar tudo. Fui sempre reconhecido por isso.

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