Em 2000/01, após ganhar o título pelo Sporting, assinou pelo Deportivo. Como foi a chegada à Corunha e a adaptação a Espanha?
Fui também acompanhado da minha mãe e irmã. Não foi difícil a adaptação porque o idioma era o mesmo, havia argentinos no plantel, o clube não tinha cidade desportiva, estruturalmente era mais pequeno que o Sporting, mas tinha ganhado a La Liga e ia jogar a Liga dos Campeões. E tinha um grande plantel.
Foi tão bem recebido no balneário como em Portugal?
Sim, até porque chegaram muitos jogadores novos, a maioria éramos novos no plantel. Estavam lá o Scaloni, Arturo Flores, Schurrer que me ajudaram.
Os espanhóis não vos olhavam de lado?
Não. O mais saudável no futebol são os jogadores. Nunca houve complicações, claro que uns dão-se mais do que outros, uns mais com uns do que com outros, por questão de personalidade, mas nunca houve maldade nos balneários por onde passei.
O futebol em Espanha era muito diferente do português e argentino?
Talvez um pouco mais técnico, o português e o argentino são mais físicos.
De qual gostava mais?
Gosto de ambos, porque tanto gostava de defender como de atacar. Não deixa de ser futebol e se o jogador é bom joga em todo o lado. O meu futebol adapta-se, porque dou tudo dentro de campo, tudo mesmo. Sou assim desde pequeno. Se não terminava o jogo morto, faltava algo. O objetivo é ganhar, tens de deixar tudo. Fui sempre reconhecido por isso.
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