Entrou no Radomiak como quem muda a temperatura de uma sala. Não pediu licença, não esperou pelo contexto, não se deixou intimidar pelo passado recente da equipa. Instalou-se, reorganizou, exigiu, puxou, falou e, sobretudo, convenceu. Em poucas semanas, o clube que começara a época a olhar para a linha de água passou a falar, sem ironia, na Europa. Passamos um dia de estágio com a equipa, no Algarve, para traçar o perfil de Gonçalo Feio, treinador de 36 anos que nunca treinou em Portugal e encontrou uma carreira na Polónia, entre sucessos, inovações e algumas polémicas