Sporting

Entre o orgulho na obra e a preocupação com o amanhã, Varandas quer ouvir que “o Sporting ganhou e cresceu muito” até 2030

Frederico Varandas discursou em Alvalade após superar Bruno Sá
Frederico Varandas discursou em Alvalade após superar Bruno Sá
ANTÓNIO COTRIM

Eleito para o terceiro mandato na presidência com 89,47% dos votos, Frederico Varandas vê no Sporting “um clube de sócios felizes” que querem seguir no “rumo começado em 2018”

Quando se deslocou ao Pavilhão João Rocha para votar, antes da hora de almoço, Frederico Varandas disse que não escreve discursos. Ainda assim, a cabeça teve tempo de pensar no que ia dizer após uma reeleição que, inconscientemente, deu como garantida. “Até este discurso foi mais tarde do que esperava”, referiu enquanto puxava pelos neurónios para alinhar as frases com que pontuaria a vitória confirmada ao final da noite deste sábado.

Desde 2018 e até 2030, Frederico Varandas será presidente do Sporting, algo que vê com “extraordinário”. Afinal, anteriormente, “a média de uma direção era de dois anos e pouco”, ou seja, “uma loucura”.

“O que é importante é que os sócios sintam que o Sporting é um clube estável, algo que não foi durante décadas, décadas e décadas.” Sem chamar a si a responsabilidade pela obra, leu nos 89,47% dos votos a vontade que os sócios têm de seguir o “rumo começado em 2018”. “O Sporting é um clube de sócios felizes com o seu clube, felizes por viverem uma das melhores fases da história do Sporting.”

As prioridades para o futuro estão definidas – e não, renovar com Rui Borges não está no topo da lista (ou Rui Jorge como lhe chamou por engano). Com a máxima rapidez quer “títulos” e fazer “crescer o número de sócios”.

Deixar o cargo teria sido uma tremenda complicação para o concretizar dos projetos em andamento, especialmente o “processo de requalificação e investimento do património”. As obras são “exigentes”, mas o resultado tornará Alvalade num lugar “simplesmente fantástico” e um “orgulho para todos os sportinguistas”.

“O que quero que fique na memória é que, de 2018 a 2030, o Sporting ganhou e cresceu muito”, afirmou alguém que já teve como objetivo colocar o Sporting onde está hoje. Ainda assim, a noite não vai ser de festa. “Vou-me deitar já preocupado com o dia de amanhã”.

Em Bruno Sá, a quem dirigiu as primeiras palavras, não vê um inimigo. “É de louvar o espírito democrático e de luta”, enalteceu. “Saiu derrotado, mas quando se vem a jogo com a intenção de fazer algo pelo nosso clube, na verdade, nunca se perde.”

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