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Análise

A conquista do Mundial de sub-17 garante 20 anos de sucesso ao futebol português? Não é bem assim

Rafael Quintas, o capitão da seleção sub-17, ao centro, a festejar a conquista do Mundial com os companheiros de seleção.
Rafael Quintas, o capitão da seleção sub-17, ao centro, a festejar a conquista do Mundial com os companheiros de seleção.
Jurij Kodrun - FIFA

Antes e depois de os adolescentes portugueses, que ainda nem chegaram ao patamar sénior, serem campeões do mundo, Pedro Proença disse que está assegurado o sucesso futuro do futebol português. Blessing Lumueno, treinador com experiência nos escalões de formação, rejeita esse efeito trampolim que a própria história mostra não ser definitivo como o presidente da FPF emanou: este século, entre as gerações que venceram ou foram a finais de torneios de seleções jovens, a norma foi ‘só’ dois ou três jogadores terem carreira estável na seleção A. Se for essa a definição de sucesso

Não será bem como disse Pedro Proença, absolutista na sua previsão. “Há aqui muitos com grande valor. Eu acho que aquilo que nós já ganhámos é a certeza que os próximos 15 anos estão garantidos de sucesso para o futebol português”, declarou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em Lisboa e no Aeroporto Humberto Delgado, prestes a apanhar boleia com asas rumo ao Catar para estar na final do Mundial de sub-17. Desconhecedor do que viria aí, emanou um profícuo otimismo quanto ao futuro da bola nacional, generalizando alegrias futuras com base nas proezas dos adolescentes.  

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