O Sporting está sem travões na Europa do andebol e conseguiu mais “um feito enorme” para o desporto português
Apesar da derrota na Polónia, valeu ao Sporting a vantagem de quatro golos da 1ª mão
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O Sporting garantiu a segunda presença consecutiva nos quartos de final da Liga dos Campeões ao eliminar o Wisła Płock. Os leões acreditam na presença na final four e, no caminho até uma eventual disputa pela medalha de ouro, a equipa de Ricardo Costa vai-se cruzar apenas com adversários que já venceu nas últimas duas épocas. O andebol seguiu os exemplos do futebol, futsal e hóquei em patins, modalidades que também se encontram no top 8 da Europa
Em setembro de 2024, quando o Sporting regressou à Liga dos Campeões de andebol, quase todos os jogadores do clube verde e branco fizeram a estreia na competição, sintoma da imaturidade de um projeto começado somente três anos antes. Atualmente, já não há dúvidas de que os leões fazem parte da elite europeia.
O Sporting apurou-se pelo segundo ano consecutivo para os quartos de final. No play-off de acesso a essa fase da competição, a equipa de Ricardo Costa eliminou o Wisła Płock. A mentirosa derrota – Martim Costa abdicou de atacar na última posse de bola do jogo, ao contrário do conjunto polaco – por 28-27 no segundo jogo não comprometeu a vantagem de quatro golos trazida da 1ª mão (33-29), realizada no Pavilhão João Rocha.
O treinador, citado pelo site do clube, passou um marcador fluorescente em cima da proeza: “É um feito enorme do Sporting e do desporto português. Estou muito orgulhoso dos meus atletas.”
Na última época, tendo terminado num dos dois primeiros lugares da fase de grupos, o Sporting apurou-se diretamente para os quartos de final, onde viria a ser posto de lado pelo Nantes. Regressa a essa fase da prova “com outra mentalidade” e “com o objetivo de fazer melhor”, escreveu Salvado Salvador no X. Sintonizado com a mensagem, Martim Costa foi convicto na previsão. “Vamos estar na final four e vamos dar tudo para ganhar”, afirmou aos microfones da Federação Europeia de Andebol (EHF).
Mohamed Ali ajudou o Sporting com 13 defesas na 2ª mão do play-off de acesso aos quartos de final
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O Sporting está, legitimamente, sem travões. Até uma eventual discussão pela medalha de ouro, não há um adversário que o Sporting não tenha vencido pelo menos uma vez nestes dois anos. Os quartos de final encerram as eliminatórias a duas mãos e será aí que o Ålborg regressará ao Pavilhão João Rocha, onde, na fase de grupos, perdeu (35-33) numa reação leonina à derrota (35-30) sofrida na Dinamarca. A final four decorre em Colónia, Alemanha, e, caso lá consiga chegar, o Sporting enfrentará nas meias-finais o Veszprém ou o Füchse Berlin, adversários frente aos quais também tem memórias felizes.
Esta temporada, o Sporting não foi tão afirmativo na fase de grupos. Sete vitórias e sete derrotas permitiram alcançar o 6º lugar do grupo A que, embora fosse o último posto de apuramento para a fase a eliminar, foi obtido com tranquilidade. Aliás, de certa forma, a pronta confirmação de uma vaga no play-off pode ter levado a um abrandamento na reta final da fase de grupos.
Numa Liga dos Campeões ultra seletiva – apenas com 16 equipas –, o Sporting vai em busca de uma prestação ao nível da que o ABC alcançou em 1993/94, quando chegou à final da competição. Do ponto de vista da expansão da marca, não tem sido uma época desportiva terrível para o clube, visto que a digressão europeia não se faz apenas no andebol.
O futebol, o futsal e o hóquei em patins também colocaram o Sporting no top 8 das melhores equipas do continente.