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“Quando tocam os alarmes é um aperto no coração”: como dois portugueses a viver do desporto nos Emirados têm vivido sob os ataques do Irão

O brasileiro Ian Gentil numa onda do Surf Abu Dhabi, em fevereiro de 2025, quando o circuito mundial parou na piscina de ondas artificiais dos Emirados Árabes Unidos
O brasileiro Ian Gentil numa onda do Surf Abu Dhabi, em fevereiro de 2025, quando o circuito mundial parou na piscina de ondas artificiais dos Emirados Árabes Unidos
Francois Nel

Filipe Jervis é treinador de surf e Tiago Neves professor de ténis. Ambos estão nos Emirados Árabes Unidos, um em Abu Dhabi, outro no Dubai. Descrevem como tem sido lidar com o ruído de mísseis e alertas que põem os telemóveis a berrar a meio da noite num dos países alvo dos ataques de retaliação do Irão, no Médio Oriente. E como é viver em sobressalto: “Ontem às três da manha fomos bombardeados, hoje há 12 horas que nada se passa.”

Quando cai a noite em Abu Dhabi não tem custado a Filipe Jervis derivar para o vale dos lençóis. “Consigo adormecer descansado”, garante. Dormir um sono contínuo, imune a sobressaltos, é que não. “O problema são os alarmes de emergência. Quando tocam no telemóvel é um aperto no coração”, descreve o português, de 36 anos, chegado há um e meio à capital dos Emirados Árabes Unidos, um dos países visados, desde sábado, pelos ataques de retaliação do Irão contra os bombardeamentos que sofreu dos EUA e de Israel.

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