O Governo reunir-se-á em maio com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para poder melhorar o clima no desporto, disse a ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
“O futebol tem uma centralidade no país que deve ter uma redobrada atenção, da parte das várias entidades envolvidas. O Governo, agora durante o mês de maio, irá sentar-se à mesa com FPF e Liga para analisar o setor e ver de que forma nós conseguimos ser mais eficazes, para que o clima no desporto, e particularmente no futebol, seja mais propício e seja um espaço de acolhimento, segurança e ‘fair-play’”, afirmou Margarida Balseiro Lopes, à saída de um evento sobre a violência no desporto.
No Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa, Margarida Balseiro Lopes salientou que as atitudes de dirigentes desportivos têm grande influência nesta temática da violência no desporto, sem entrar em detalhes sobre as reuniões com presidentes de Sporting e FC Porto, Frederico Varandas e André Villas-Boas, respetivamente.
“Vamos ter grandes eventos internacionais no país e queremos conseguir manter a reputação que nos tem granjeado respeito a nível internacional. Nós devemos continuar a apostar na segurança e combater qualquer tipo de comportamentos desviantes”, assumiu, realçando a importância da cooperação entre a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada hoje.
Este protocolo entre as duas entidades visa uma melhor organização, partilha de conhecimentos e a melhoria dos aspetos da prevenção e de reversão na área da violência no desporto, explicou o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra.
“Criaremos linhas de atuação, cooperação, formação, tratamento de informação e investigação criminal. Os magistrados acompanharão a PSP para verificar certos impactos e os aspetos de prevenção e policiamento, para também percebermos e verificarmos quais são os desafios e dificuldades que a polícia tem na vigilância. O objetivo é conhecermos melhor esta realidade”, vincou também Amadeu Guerra.
Por outro lado, o diretor nacional adjunto da PSP Pedro Neto Gouveia sublinhou a redução dos casos de violência, mas notou o “aumento substancial” da utilização de pirotecnia, uma “preocupação acrescida, por ser de um risco elevadíssimo”.
“Qualquer distração ou fatalidade condiciona o são convívio que pretendemos do ambiente desportivo. O uso abusivo de pirotecnia só pode trazer problemas. Nós queremos que os recintos desportivos sejam locais de sã convivência familiar, que as pessoas possam, num ambiente seguro e controlado, assistir a um espetáculo desportivo sem complicações. É vergonhoso, às vezes, as coisas que se assistem e a PSP tudo faz para que essas mesmas coisas não voltem a suceder”, observou.
Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt