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A NBA não está a conseguir seduzir os clubes, mas daqui a um ano vai nascer uma nova competição na Europa, sim ou sim

Madrid é uma das cidades onde a NBA Europa pretende aterrar
Madrid é uma das cidades onde a NBA Europa pretende aterrar
Yulian Todorov

A EuroLiga recusou a primeira proposta dos norte-americanos tendo em vista a colaboração no lançamento da NBA Europa. Alguns dos 13 clubes que estão à frente da prova mais importante do Velho Continente consideram o projeto “colonialista”, mas outros não pretendem abandonar as negociações. Com eles ou sem eles, o novo torneio vai arrancar em 2027/28

O plano mantém-se. Em 2027, a bola vai ao ar na primeira temporada da NBA Europa. Um ano não é nada à escala da implementação de um projeto multimilionário. Porém, nesta altura, esta ainda é uma competição andrógina.

O que se sabe é demasiado vago para fazer um retrato-robô do que será a prova. Existirão 12 membros permanentes e quatro vagas temporárias. São igualmente conhecidas as cidades onde a NBA quer estender os tentáculos: Paris, Londres, Roma, Madrid, Barcelona, Atenas, Istambul, Milão, Munique, Berlim, Lyon e Manchester.

Alguns destes sítios fazem parte do roteiro da EuroLiga e o caminho mais fácil para a implementação seria atrair para o projeto os clubes existentes nesses locais. Para isso, a NBA precisa de aprimorar a sedução.

Os líderes da EuroLiga estiveram reunidos em Itália, mais concretamente em Cernobbio. Durante o encontro, combinou-se a nega que os 13 clubes proprietários da EuroLiga deram à proposta de colaboração apresentada pela NBA.

O portal grego “SDNA” escreve que terá mesmo existido quem considerasse o rascunho “inaceitável e colonialista”. No entanto, há quem não queira abandonar a mesa de negociações. O clã da EuroLiga divide-se em emblemas que rejeitam à partida a NBA Europa e outros que dão o benefício da dúvida caso os termos se alterem.

Mesmo que a nega se mantenha a competição vai avançar dentro dos prazos previstos, sim ou sim. Adam Silver, comissário da NBA, incumbe-se de promover o diálogo, mas promete avançar mesmo que a estrada não seja lisa. “A liga fortalecer-se-ia unindo forças com a EuroLiga. Não precisa acontecer, mas acredito que todos nós nos beneficiaríamos com uma frente unificada na Europa.”

Aumento dos jogadores europeus na NBA fez disparar o interesse comercial do Velho Continente
Maja Hitij

Não sendo conhecidos outros motivos concretos para a rejeição da proposta inicial, sabe-se que a NBA tentou travar a expansão do parceiro. A EuroLiga encontra-se a alargar as fileiras de 20 para 24 equipas e pretende aplicar o modelo de franchises. A NBA exigia que esse processo fosse congelado. Tendo em conta os pontos em debate, parece definido que uma competição não vai absorver a outra no futuro.

A NBA ambiciona associar a marca aos ambientes calorosos dos pavilhões europeus. No entanto, existem aspetos económicos que não falam ao coração. A taxa de entrada rondará um valor entre os 500 milhões de dólares (cerca de €446 milhões) e os mil milhões de dólares (€893 milhões). Por se tratarem de exigências elevadas, os contactos foram expandidos a clubes com tradição no futebol que podem mais facilmente compactuar com os valores.

O alargado interesse por emblemas do desporto predominante na Europa explica a presença de destinos inusitados na lista de potenciais locais de implementação da NBA Europa. O mais flagrante é Manchester, albergue do City e do United, um potencial aderente a uma modalidade na qual não tem expressão.

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