A história da última final da Taça dos Campeões Europeus do Benfica, quando o AC Milan partiu o coração de Ruben Amorim


Jornalista
As maldições são coisas das nossas cabeças, mas no futebol que las hay, las hay. Por isso, nunca fiando. Terá sido esse o pensamento de Eusébio, quando em 1990, antes do Benfica defrontar o AC Milan no Estádio do Prater, na final da Taça dos Campeões Europeus daquele ano, visitou a sepultura de Bela Guttmann, falecido nove anos antes precisamente em Viena. Em 1962, depois de levar o Benfica a dois títulos europeus seguidos, o técnico húngaro, despeitado por não se sentir reconhecido na Luz, terá ditado que nem em 100 anos os encarnados voltariam a sagrar-se campeões europeus. Antes daquela final em Viena, o Benfica já trazia quatro derrotas em finais da Taça dos Campeões Europeus às costas, todas depois da dita maldição. Eusébio, homem de superstições, acreditou que aquela visita à campa do homem que o havia treinado nos anos 60 poderia reverter a praga.
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