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A história da última final da Taça dos Campeões Europeus do Benfica, quando o AC Milan partiu o coração de Ruben Amorim

A história da última final da Taça dos Campeões Europeus do Benfica, quando o AC Milan partiu o coração de Ruben Amorim
Peter Robinson - EMPICS/Getty
Foi no Estádio do Prater, em Viena, que o Benfica jogou a sua última final da precursora da Liga dos Campeões. Do outro lado estava o AC Milan de Sacchi, com Maldini, Baresi, Costacurta, Gullit, Ancelotti, Van Basten e Rijkaard, que haveria de marcar o único golo de um jogo muito equilibrado, tático, praticamente sem oportunidades. Toni e Vítor Paneira recordam à Tribuna Expresso aquele 23 de maio de 1990, que Ruben Amorim confessou que o fez sofrer quando foi apresentado como técnico dos rossoneri. Texto originalmente publicado a 23 de maio de 2020, quando se cumpriram 30 anos da final

As maldições são coisas das nossas cabeças, mas no futebol que las hay, las hay. Por isso, nunca fiando. Terá sido esse o pensamento de Eusébio, quando em 1990, antes do Benfica defrontar o AC Milan no Estádio do Prater, na final da Taça dos Campeões Europeus daquele ano, visitou a sepultura de Bela Guttmann, falecido nove anos antes precisamente em Viena. Em 1962, depois de levar o Benfica a dois títulos europeus seguidos, o técnico húngaro, despeitado por não se sentir reconhecido na Luz, terá ditado que nem em 100 anos os encarnados voltariam a sagrar-se campeões europeus. Antes daquela final em Viena, o Benfica já trazia quatro derrotas em finais da Taça dos Campeões Europeus às costas, todas depois da dita maldição. Eusébio, homem de superstições, acreditou que aquela visita à campa do homem que o havia treinado nos anos 60 poderia reverter a praga.

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