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    João Almeida acabou no 6.º lugar da Paris-Nice revalidada por Matteo Jorgenson, apenas o terceiro ciclista na história a fazê-lo

    João Almeida acabou no 6.º lugar da Paris-Nice revalidada por Matteo Jorgenson, apenas o terceiro ciclista na história a fazê-lo
    Dario Belingheri

    O norte-americano sucedeu ao cazaque Alexandre Vinokourov (2002 e 2003) e ao alemão Maximilian Schachamann (2020 e 2021) no restrito lote de ciclistas que ganharam edições consecutivas da corrida de uma semana. Vitorioso na quarta etapa, João Almeida terminou no sexto lugar da classificação geral

    O norte-americano Matteo Jorgenson conquistou, este domingo, pelo segundo ano consecutivo, o Paris-Nice, provando ser o mais forte na corrida francesa, após oitava e última etapa, ganha pelo compatriota Magnus Sheffield (INEOS).

    Apesar de ter partido com 37 segundos de avanço para a última tirada, Jorgenson, mesmo sem companheiros junto de si, resistiu aos ataques das equipas adversárias, que iam lançando os segundos ciclistas mais bem classificados para tentar obrigar o norte-americano a responder.

    Contudo, Jorgenson mostrou ser o mais forte na 83.ª edição do Paris-Nice e lançou um ataque no grupo dos favoritos a 26 quilómetros da meta, na penúltima contagem de montanha da etapa, que teve início e fim em Nice (119,9 quilómetros).

    Jorgenson concluiu a etapa na segunda posição, 29 segundos depois do seu companheiro de seleção Magnus Sheffield, que venceu em 2:48.37 horas, com o austríaco Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) em terceiro, a 35.

    Sheffield, que fez uma vénia a Jorgenson após os dois cortarem a meta, não conseguia qualquer vitória desde 2022, o seu ano de estreia como profissional, quando conseguiu três triunfos, o último na segunda etapa da Volta à Dinamarca, mostrando-se visivelmente emocionado nas declarações no final.

    “Nunca se pode desistir no ciclismo”, disse Sheffield, que, em 2023, esteve envolvido na queda violenta na Volta à Suíça que vitimou o suíço Gino Mäder, tendo estado internado durante alguns dias

    Depois de ter conquistado o Paris-Nice em 2024, Jorgenson tornou-se apenas o terceiro ciclista a defender o título na corrida francesa este século, depois do cazaque Alexandre Vinokourov (2002 e 2003) e do alemão Maximilian Schachamann (2020 e 2021).

    Na geral, Jorgenson terminou com 1.15 minutos de avanço sobre o alemão Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) e 1.58 sobre o neerlandês Thymen Arensman (INEOS), com Sheffield a subir ao quarto lugar, a 2.17.

    O português João Almeida (UAE Emirates), que viu o seu companheiro de equipa Brandon McNulty, por estar doente, desistir antes da etapa, ficou muito cedo sozinho e foi incapaz de se manter no grupo dos favoritos, terminando na 13.ª posição, a 1.40 minutos de Sheffield.

    Na geral, Almeida, que venceu a quarta etapa, caiu para o sexto lugar, ultrapassado pelo vencedor da etapa, a 3.57 de Jorgenson.

    Ivo Oliveira (UAE Emirates) terminou a derradeira etapa na 90.ª posição, a 15.51 minutos do vencedor, terminando em 98.º o Paris-Nice, a 1:15.24 horas, enquanto Iuri Leitão (Caja Rural) não terminou.

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