Aí vão quatro: Tadej Pogačar volta a ganhar no Tour e é cada vez mais amarelo
O esloveno no final da etapa
Tim de Waele
O esloveno impôs-se na 14.ª tirada da corrida francesa, aumentando a sua vantagem na geral. Antes da conclusão da segunda semana de corrida, Pogačar conta já com quatro minutos e meio de avanço face a Jonas Vingegaard
O camisola amarela Tadej Pogačar (UAE Emirates) consolidouo seu estatuto de líder incontestável da 113.ª Volta a França ao conquistar o seu quarto triunfo em etapas na presente edição da mítica prova . O ciclista esloveno desferiu um ataque demolidor a mais de sete quilómetros da linha de meta, isolando-se na frente para vencer a 14.ª tirada e cavar um fosso ainda maior na liderança da classificação geral.
Após desferir o golpe decisivo na exigente subida ao Col du Haag, uma contagem de montanha de primeira categoria, Pogačar pedalou sem companhia até cortar a meta em Le Markstein — repetindo o triunfo ali alcançado há três anos. O líder da prova completou os 155,3 quilómetros do percurso, iniciado em Mulhouse, em 04:00.07 horas.
A supremacia da equipa dos Emirados ficou ainda mais vincada com o segundo lugar do mexicano Isaac del Toro, que cruzou a meta a 38 segundos do chefe de fila, imediatamente à frente do francês Paul Seixas (Decathlon), que fechou o pódio do dia com o mesmo tempo.
O pelotão durante a etapa
Dario Belingheri
Com esta vitória, que eleva para 25 o número de triunfos em etapas no Tour ao longo da sua carreira, o ciclista esloveno desferiu um golpe psicológico pesado nos seus mais diretos rivais. O dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), atual vice-líder, não foi além da quarta posição na etapa e viu a desvantagem para Pogacar subir para uns expressivos 04.30 minutos. Por sua vez, o belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) segurou o terceiro posto do pódio à geral, estando agora a 05.04 minutos da camisola amarela.
A caravana do Tour enfrenta este domingo a 15.ª etapa, uma dura ligação de 183,9 quilómetros entre Champagnole e o Plateau de Solaison, onde a linha de meta coincide com uma exigente contagem de montanha de categoria especial, sendo este o último grande teste antes do merecido segundo dia de descanso da prova, na segunda-feira.