A equipa da NSN presente na Volta a Portugal cruzou a linha de meta à frente do pelotão debaixo de aplausos. Eram seis elementos no começo da etapa 8. Em 166,8 km, entre Melgaço e Fafe, perderam um. Finlay Tarling morreu em plena competição após um acidente com um carro e juntou-se à lista de ciclistas que faleceram em competição.
A morte de Finlay Tarling não é a primeira nas estradas portuguesas. O mais premiado ciclista português, com três pódios em classificações gerais e sete etapas conquistadas em grandes voltas, Joaquim Agostinho desapareceu em 1984, com 41 anos. A meros 300 metros da meta, na Volta ao Algarve, a intervenção de um cão provocou-lhe a queda que o levou a passar dez dias em coma antes do desfecho fatal.
Mais recentemente, Portugal disse adeus a Bruno Neves. Durante o Grande Prémio de Amarante, em 2008, o ciclista nacional sofreu uma paragem cardiorespiratória.
Exemplos de atropelamentos, cenário que assombrou Finlay Tarling, também não faltam. Neste caso, é preciso olhar para o contexto internacional. Há uma década, Antoine Demoitié envolveu-se numa queda coletiva e, enquanto estava no chão, foi abalroado por uma mota. Neste caso, o veículo pertencia à caravana da clássica belga Gent-Wevelgem.
Nos últimos anos, não faltam outros casos. O desaparecimento de maior destaque foi o de Gino Mäder. Aos 26 anos, o corredor caiu a alta velocidade numa ravina, durante a Volta à Suíça 2023, enquanto se encontrava escapado na etapa 5 da prova. Foi transportado de helicóptero para o hospital, mas acabou por morrer no dia seguinte. Nessa circunstância, a etapa do dia seguinte foi cancelada. O pelotão foi para a estrada apenas para percorrer 20 km em jeito de homenagem.
Em 2019, quando tinha apenas 22 anos, Bjorg Lambrecht também feneceu durante uma prova. O belga sofreu um grave acidente durante a etapa 3 da Volta à Polónia. As lesões causaram-lhe uma hemorragia interna na zona do fígado que levou a uma paragem cardíaca.
A estrada vitimou Andrei Kivilev em 2003, durante o Paris-Nice. Na ocasião, o ciclista embateu com a cabeça. A tragédia acabou por levar a uma decisão história. Foi a partir desse acontecimento que a UCI, organização que tutela o ciclismo mundial, decidiu tornar o uso de capacete obrigatório. No momento do acidente, o cazaque não se encontrava a utilizar o objeto de proteção.
Capacete que talvez tivesse salvado Fabio Casartelli em 1995, o último ciclista a morrer numa etapa da Volta a França. Então campeão olímpico em título, o italiano caiu na descida de Portet d'Aspet, embatendo com a cabeça num bloco que delimitava a estrada. A última morte no Giro foi a do belga Wouter Weylandt, em 2011.
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