Crónica de Jogo

O Sporting comeu do prato da pressão do Estoril e mantém distância para a frente

Luis Suárez bisou na vitória do Sporting
Luis Suárez bisou na vitória do Sporting
Gualter Fatia

Vitória dos leões por 3-0 começou a ser construída nos primeiros 20 minutos de jogo, com bis do inevitável Luis Suárez. Quando o Estoril reagiu, na 2ª parte, já era tarde e Bragança voltou a marcar nos últimos minutos. Sporting continua a 4 pontos do FC Porto

Não se pode dizer que o Sporting não se tivesse preparado bem para o futebol de uma das equipas mais coloridas da I Liga - e não é só no equipamento. Face a um adversário pressionante, rápido nos movimentos e amante da trigonometria, o Estoril de Ian Cathro, a equipa de Rui Borges respondeu com a maturidade de quem sabe que não se pode dar ao luxo de falhar um momento de concentração.

E essa atitude foi decisiva para a vitória do Sporting. Nos primeiros minutos, o Estoril entrou fiel às suas moléculas, pressionando alto a cada oportunidade. Sob fogo, o Sporting cerrou os dentes, não errou em zonas perigosas e, batendo a arma mais forte do rival, encontrou espaços mais à frente para matar.

É assim que nasce o primeiro golo de Luis Suárez, logo aos 6 minutos, com Trincão livre na direita a encontrar o colombiano sem marcação ao segundo poste. Suárez, que nesta liga já marcou de ombro, aqui entregou a bola à baliza com a sola. Dez minutos depois, foi Morten Hjulmand deixado livre e solto, a descobrir a desmarcação do ex-Almería nas costas da defesa do Estoril. A receção foi com o pé esquerdo, o remate logo de seguida com o pé direito e o Sporting respirava o ar puro da tranquilidade.

Suárez no movimento que resultou no 2-0 para o Sporting
MANUEL DE ALMEIDA

Na 1ª parte, a batalha do meio-campo pendeu claramente para o Sporting: Hjulmand, pouco incomodado, é certo, voltou às exibições decisivas, dos dois lados do campo. Morita acompanhou o colega no bom desempenho. O Estoril só de longe foi criando alguns calafrios.

Sem conseguir adaptar-se ao adversário na 1ª parte, Ian Cathro fê-lo para o 2ª tempo. Povoou o meio-campo, com a entrada de Tsoungui, tirando margem de manobra à dupla Hjulmand-Morita, com o Sporting a sentir imediatamente mais desconfortável.

O Estoril partiu então para o seu melhor momento, recuperando mais alto, partindo para cima. Aos 62’, Guitane rematou cruzado, em cima de Inácio, para defesa apertada de Rui Silva. Logo de seguida, o internacional argelino trabalhou bem em cima da defesa do Sporting, oferecendo o golo a Pedro Carvalho, que atirou demasiado por cima. Begraoui também assustou.

Morita destacou-se na 1ª parte
Gualter Fatia

Rui Borges respondeu com a entrada de João Simões, para o lugar de um já fatigado Morita, com os avanços de Maxi pelas alas a puxarem a equipa da casa para uma posição mais cómoda. É do uruguaio um dos lances, aos 75’, que volta a trazer os leões para o domínio emocional do jogo: rematou no coração da área, com Tsoungui a cortar decisivamente, quando Robles já estava fora do lance.

E já nos descontos, ainda antes da atriz Sydney Sweeney dar uns toques com Jubas, num dos momentos mais inesperados da noite, um golo para dois jogadores a regressarem aos palcos do futebol: Nuno Santos trabalhou na esquerda, dando a bola a Daniel Bragança, que com um grande trabalho individual tirou Ferro do caminho antes de fazer o 3-0.

Se pressão é meter comida na mesa, o Sporting refestelou-se no prato do Estoril na 1ª parte. Quando os estorilistas reagiram, já era tarde. O Sporting mantém-se na perseguição ao FC Porto.

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