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Crónicas

Se Roger Schmidt não quer ser lebre, não lhe vista a pele

Bruno Vieira Amaral fala do descalabro em Braga de um Benfica que parecia uma equipa tão desorganizada como uma turma de finalistas num aparthotel em Benidorm. E do caso Enzo, que contrariou o treinador e foi passar o ano à Argentina. Só os milhões do Chelsea os salvarão

Estava eu a pensar na fábula da lebre e da tartaruga quando olho para o campo e me pergunto: “Quem é aquele rapaz de cabelo platinado no meio-campo do Benfica? Ruim, não é?” Lento, passes mal medidos, um ritmo que acho que nem nas distritais se aceita. Um amigo manda-me uma mensagem: “O Enzo ainda não voltou da festa.” E então fez-se luz. Aquele rapaz era o Enzo Fernández. O Enzo que há duas semanas fazia de maestro com a seleção argentina, bom a recuperar, perfeito a distribuir. Mas a culpa de o não ter reconhecido não é minha. Como é que o ia reconhecer com aquele cabelo? E aquele ar de leitãozinho? E aqueles pés? Já vi o jogo outra vez e garanto que não eram os pés do Enzo.

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