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Crónica

Rui Borges: de Mirandela para o mundo

Rui Borges chega ao fim de 2025 com o muito justo reconhecimento de “homem do ano”. Sem sotaque transmontano provavelmente já teria um colosso inglês tentado a bater a cláusula de rescisão. Não que os clubes ingleses liguem aos sotaques regionais do nosso exótico idioma mas porque alguém já os teria convencido de que o treinador do Sporting fala a linguagem universal do futebol

Durante muitos meses discutiu-se a proveniência de Rui Borges como meio de aferir a sua aptidão para treinar um clube tão grande quanto o Sporting. O problema filosófico foi formulado de um modo algo rudimentar: poderá um indivíduo de Mirandela ser treinador do Sporting? Estará ele à altura das exigências cosmopolitas de um clube de Champions? Será o sotaque um obstáculo à sua afirmação? Parecem questões ridículas – e, num certo sentido, são – mas, quando toda a gente as discute, as questões ridículas são muito reveladoras. Neste caso, de um irremediável provincianismo. Nosso, não de Rui Borges.

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