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Crónica

De génio a imbecil em três segundos

Quando se falha um Panenka, meus amigos, o que pesa a um jogador é muito mais do que o falhanço, é a arrogância, o ridículo, a culpa de se ter armado em esperto. No futebol, os penáltis são o território da objetividade, da franqueza, de uma certa virilidade afirmativa. Não há espaço para a manha, para o ludíbrio, para a esperteza

O rosto do jogador que falha um Panenka é a efígie da idiotia. Sem dizer uma palavra, a expressão faz a pergunta sozinha: “como é que pude ser tão estúpido?”. Ontem, ao ver a cara de Brahim Díaz depois de falhar o penálti que poderia ter dado a Marrocos a primeira CAN em 50 anos era evidente o pasmo imbecil. Mais do que uma pergunta, a certeza de que não só traíra a confiança de um povo como a de ser um idiota. Um enormíssimo jogador e, no momento decisivo, um rematado idiota.

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