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Vasco Vilaça é o terceiro melhor triatleta do mundo. E está a aprender a não tentar em demasia ser o melhor

Vasco Vilaça é o terceiro melhor triatleta do mundo. E está a aprender a não tentar em demasia ser o melhor
Hugo Silva/Red Bull

Vasco Vilaça ficou, aos 25 anos, com a medalha de bronze no Mundial de triatlo, após uma época em que somou três segundos lugares e um terceiro nas etapas do circuito. Faltou-lhe muito pouco para a prata ou o ouro, e, numa conversa franca com a Tribuna Expresso, confessa como ficar à beira da glória o levou a treinar em demasia, além de ter ficado doente nos últimos Jogos Olímpicos por ter querido controlar tudo: Fisicamente, em termos de treino, somos muito limitados no que o nosso corpo aguenta. Conseguimos fazer uma coisa extraordinária um dia, mas dois, três dias e entramos em esgotamento. Embora a cabeça queira mais, tenho de perceber que naquele momento o mais é fazer menos.

Vasco Vilaça chegou em modo descontraído, a troçar da sua versão de ontem. Após não puxar por um músculo nas duas semanas anteriores, fora correr na véspera, durante meia-hora, a um ritmo de 5’10’’ por quilómetro que não faria sentir mal qualquer corredor lúdico. E estava dorido, com o corpo a queixar-se da quinzena sem treino. De boné na cabeça, a pala virada para trás, o terceiro melhor homem do planeta no triatlo gozava com ele próprio e, por momentos, fazia acreditar não estar assim tão longe de um atleta amador para quem percorrer um quilómetro em coisa de cinco minutos será um orgulho.

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