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Nicolau Von Rupp e as ondas gigantes: “Tenho medo, sempre tive. Mas uma pessoa encontra a sua melhor versão do outro lado do medo”

Nicolau Von Rupp a apanhar boleia de uma onda gigante na Nazaré, em janeiro de 2025
Nicolau Von Rupp a apanhar boleia de uma onda gigante na Nazaré, em janeiro de 2025
Christina Pahnke - sampics

Cada sessão na Nazaré são uns três mil euros para cima, já teve dias em que perdeu 25 ou 30 mil e, quando não está dentro daquele mar, está a dar o litro dos litros sabendo que o momento vai chegar em que vai precisar de todas as energias para sobreviver". Nicolau Von Rupp ganhou duas vezes este ano a prova por equipas do Big Wave Challenge da Nazaré, diz que acaba de ter o melhor mês da sua vida e explica como não era o surfista português mais óbvio para se estabelecer no lugar que lá fora é tão conhecido quanto Cristiano Ronaldo

Acontece uma vez durante mais de meia-hora, uma só, para provar como a vida tem na perspetiva uma das suas grandes ditadoras. Nicolau Von Rupp diz “ondas grandes” para aqui, ondas grandes para ali, nunca as descreve como “gigantes” até mencionar um “miúdo belga”, de 13 anos, ido há tempos à Nazaré para surfar um ciclopes de água salgada. Apenas aí, quando a pessoa é infante, recorre ao adjetivo inflacionado. No resto da conversa são meras ondas grandes, como se tal bastasse. Serve como atestado à década e meia que leva “disto”, a ser “constantemente confrontado” com o pensamento: “Será que vamos sobreviver a mais uma ondulação?”

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