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Depois “daquela guerra“ e do trauma que deixou, o presidente do Belenenses quer uma nova SAD: “Precisamos de músculo financeiro“

Patrick Morais de Carvalho, presidente do Belenenses, fotografado em 2018 num gabinete do Estádio do Restelo, em Lisboa
Patrick Morais de Carvalho, presidente do Belenenses, fotografado em 2018 num gabinete do Estádio do Restelo, em Lisboa
Nuno Botelho

Patrick Morais de Carvalho, por enquanto o único candidato à presidência do Belenenses, anunciou uma parceria com a APEX, plataforma de investimento liderada pelo português António Caçorino, para a empresa ser acionista minoritária da futura SAD do clube. O acordo será submetido à votação dos sócios em Assembleia-Geral caso o atual presidente seja reeleito a 24 de outubro. Em entrevista, garante que a maioria do capital ficará sempre com o clube - que não tem dívidas, está limpo - e explica ser impossível competir na II Liga sem uma Sociedade Anónima Desportiva, caso contrário acontecerá o mesmo, diz, de há uns anos: Nós fomos para lá com fisgas e eles estavam com canhões.

A palavra “trauma” vem do grego antigo e significa “ferida”. Não será exagero pressupor que na mente de muitos adeptos do Belenenses ainda haja um ferida aberta que arde se escutarem o acrónimo SAD. Em 2012, a Codecity, empresa liderada por Rui Pedro Soares, entrou para a então Sociedade Anónima Desportiva dos azuis do Restelo, ficando com 51% do capital. Meia-dúzia de anos depois, o clube e a SAD viraram costas, separaram-se e o futebol português conheceu um dos casos mais estrambólicos da sua história.

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