UEFA Euro 2024

Bola do Euro 2024 terá microchip que ajudará a detetar toques com a mão e melhorará eficácia das decisões de fora-de-jogo

Bola do Euro 2024 terá microchip que ajudará a detetar toques com a mão e melhorará eficácia das decisões de fora-de-jogo
Alan Harvey - SNS Group/Getty

Segundo o “Times”, a tecnologia, que funcionará em sintonia com um sistema que cria imagens em 3D dos futebolistas em tempo real, servirá, sobretudo, em lances que resultem em golos, mas também será usada para aumentar a precisão do fora-de-jogo semi-automático

Bola do Euro 2024 terá microchip que ajudará a detetar toques com a mão e melhorará eficácia das decisões de fora-de-jogo

Pedro Barata

Jornalista

A Fussballliebe, bola oficial do Euro 2024, terá um microchip incorporado que servirá para aumentar a precisão de algumas das decisões mais críticas tomadas durante os jogos do torneio, que arranca a 14 de junho e termina a 14 de julho, na Alemanha.

Segundo o “Times”, numa notícia já confirmada por outros jornais, como a “Marca”, o microchip irá funcionar a par de um sistema que cria imagens em 3D dos futebolistas em tempo real. Desta forma, os árbitros assistentes de vídeo poderão criar uma imagem computadorizada dos jogadores, a qual será usada para decidir em lances de mão na bola ou em foras-de-jogo.

Nos casos de mão na bola, a tecnologia será particularmente útil em jogadas que terminem em golo, permitindo avaliar mais corretamente que parte do corpo tocou na bola. Árbitros que já testemunharam testes indicaram ao “Times” estarem “altamente impressionados” pelo nível de eficácia do sistema.

Quanto ao fora-de-jogo, passará a ser possível determinar o momento exato em que o passe foi feito, o que permite saber quando a imagem deve ser parada. Pensa-se que, desta forma, o chamado fora-de-jogo semi-automático — em que se usam câmeras e sensores que lêem as posições dos futebolistas, sem linhas desenhadas manualmente — aumentará a sua eficácia.

Este novo sistema, mais caro que o fora-de-jogo semi-automático, deverá acelerar o processo de decisão. Segundo Roberto Rosetti, chefe de arbitragem da UEFA, o fora-de-jogo semi-automático permitiu, na Liga dos Campeões, diminuir o tempo médio de decisão de 88 para 41 segundos.

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