• Expresso
  • Tribuna
  • Blitz
  • Boa Cama Boa Mesa
  • Emprego
  • Expressinho
  • O Mirante
  • Exclusivos
  • Semanário
  • Subscrever newsletters
  • Últimas
  • Classificação
  • Calendário
  • Benfica
  • FC Porto
  • Sporting
  • Casa às Costas
  • Entrevistas
  • Opinião
  • Newsletter
  • Podcasts
  • Crónicas
  • Reportagens
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • RSS
Tribuna ExpressoTribuna Expresso
  • Exclusivos
  • Semanário
Tribuna ExpressoTribuna Expresso
  • Últimas
  • Classificação
  • Calendário
  • Benfica
  • FC Porto
  • Sporting
  • Casa às Costas
  • Entrevistas
  • Opinião
  • Newsletter
  • Podcasts
Exclusivo

Bola de Berlim

Golo? Golo diz-se “Tor”: os 60 anos da emigração portuguesa na Alemanha do Euro 2024

Golo? Golo diz-se “Tor”: os 60 anos da emigração portuguesa na Alemanha do Euro 2024
Tiago Carrasco
Chegaram há 60 anos como trabalhadores-convidados para fugirem à ditadura ou juntarem dinheiro para regressarem a Portugal. Muitos ficaram e deixaram descendência: há padres que se tornaram sindicalistas, deputadas e treinadores de futebol. Passaram todos por clubes portugueses, em que a bola de futebol e o bacalhau foram pretextos para agregar a comunidade. Agora, muitos estão em risco de encerrar. Este é o terceiro texto da ‘Bola de Berlim’, série de reportagens feitas nas regiões e cidades-sede do Euro 2024
Golo? Golo diz-se “Tor”: os 60 anos da emigração portuguesa na Alemanha do Euro 2024

Tiago Carrasco

em Frankfurt

Estádio: Deutsche Bank Park/Waldstadion (Frankfurt)

Região: Hessen

No mesmo dia em que aterrou na Alemanha, em março de 1970, o algarvio Ricardo Silvestre, então com 15 anos, estreou-se pela União Desportiva de Mainz (UDP). O pai, um dos fundadores do clube, mandou-o dormir um bocado antes de vestir o equipamento azul e branco e entrar no campo do Clube Operário Português de Gross-Umstadt, outro emblema lusitano de uma localidade próxima, para a celebração do primeiro aniversário da coletividade.

“Estava um dia muito escuro e recordo-me de ficar surpreendido por ainda encontrar tantos prédios destruídos pela guerra”, lembra Silvestre, à Tribuna Expresso. Os pais já estavam a trabalhar em Mainz e a avó, com quem vivia em Faro, não queria que ele fosse parar à Guerra do Ultramar – um destino provável para os rapazes que, até aos 16 anos, permanecessem em Portugal. “Era tudo novo e diferente. Fui para o 9.º ano e, envergonhado e sem saber a língua, sentei-me na última fila. O professor puxou-me para a frente e perguntou-me se eu jogava à bola. O futebol foi fundamental para a minha integração.”

O seu pai tinha chegado cinco anos mais cedo a esta cidade do oeste da Alemanha, a 40km de Frankfurt, ao abrigo do “Gästarbeiterprogramm”, um programa de recrutamento de trabalhadores temporários, fundamentais para a reconstrução do país depois da hecatombe da guerra. Ficara empregado na Kalle, uma empresa química, encarregue da produção de celofane. A Alemanha tinha uma profunda escassez de mão-de-obra. Os acordos começaram em 1955, com a Itália, tendo Portugal sido incluído em 1964 – há precisamente 60 anos.

Na Alemanha, ao contrário do que aconteceu em França, os portugueses não se viram forçados a viajar na clandestinidade, a viver em bairros de lata nem a enfrentar as agruras da pobreza. As autoridades alemãs, com escritórios em Lisboa e no Porto, recebiam das empresas as demandas por trabalhadores e procuravam recrutá-los, tendo como interlocutor nacional a Junta de Imigração, sob vigilância da PIDE. O aparelho opressor da ditadura portuguesa limitava muito a circulação, pretendendo não perder ainda mais homens em idade ativa, potenciais soldados para as suas guerras em África, ou perder o rasto a críticos do regime. Só aqueles que já tivessem cumprido o serviço militar podiam migrar. Assim, o acordo ficou bastante aquém das expetativas da República Federal Alemã (RFA).

“Os portugueses vinham para grandes empresas, com a segurança de um contrato de trabalho e com apartamentos pagos pelas firmas”, diz Silvestre. “Os salários, apesar de serem bastante mais baixos que o dos alemães que faziam o mesmo serviço, eram muitíssimo melhores do que em Portugal.”

SubscreverJá é Subscritor?Faça login e continue a ler
Inserir o CódigoComprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para continuar a ler
Relacionados
  • Mais verde que a relva: a luta de uma região do Euro 2024 por um futebol ecológico

  • Euro 2024: a Baviera de pitões afiados contra a recessão

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt

Bola de Berlim

  • Bola de Berlim

    Punk, política e futebol: o St. Pauli entre a Bundesliga e a crise da esquerda

    Tiago Carrasco

  • Bola de Berlim

    Düsseldorf: Como o trauma da Segunda Guerra Mundial chegou à bola…e não só

    Tiago Carrasco

  • Bola de Berlim

    Colónia: a cidade do Europeu que está de braços abertos para os futebolistas ucranianos

    Tiago Carrasco

  • Bola de Berlim

    Borussia e cerveja: os dois amores de Dortmund (onde Portugal vai jogar) vêm do mesmo barril

    Tiago Carrasco

+ Exclusivos
+ Artigos
  • Jogos Olímpicos

    Winston Tang, o guineense do Utah que vai aos Jogos Olímpicos à boleia do caju

    Pedro Barata

  • Opinião

    Mais do que um título, uma grande história

    Bruno Vieira Amaral

  • Benfica

    Acordo do Benfica com a NOS “é ótima notícia para o futebol português”, mas não garante “benefícios generalizados” na hora da centralização

    Lídia Paralta Gomes

  • Opinião

    Ranking UEFA: não é tempo de celebrar, mas de agir

    António Salvador

+ Vistas
  • Cristiano Ronaldo

    Ronaldo estará a fazer pirraça no Al-Nassr e terá recusado jogar pelo clube

  • Crónica de Jogo

    O Casa Pia meteu a colher e o namoro entre o FC Porto e a invencibilidade não deu em casamento

  • Futebol nacional

    O Benfica é a única das principais 148 equipas da Europa que ainda não perdeu no campeonato esta época

  • FC Porto

    Francesco Farioli: “O que fizemos até agora foi extraordinário. A derrota lembra-nos que somos humanos”

  • No Princípio Era a Bola

    O tropeção inesperado do FC Porto (que renunciou a Mora) e a crença do Sporting reanimaram o campeonato

  • Jogos Olímpicos

    Winston Tang, o guineense do Utah que vai aos Jogos Olímpicos à boleia do caju

  • Crónica de Jogo

    Bernardo foi a fonte de mais uma escorregadela do Benfica

  • Opinião

    Mais do que um título, uma grande história

+ Vistas
  • Expresso

    “Estamos a seguir com quatro carrinhas. Quando me perguntarem o que é ser portuguesa, vou falar deste dia”: Carolina Deslandes foi a Leiria

  • Expresso

    Ministro da Economia diz que vítimas da depressão Kristin devem usar “ordenado do mês passado” até chegarem os apoios

  • Expresso

    Há uma nova tempestade a chegar na quinta-feira, chama-se Leonardo e trará em 24 horas chuva equivalente a três dias de inverno

  • Expresso

    Quem é Gonçalo Lopes, o presidente da câmara de Leiria que o país ficou a conhecer depois da tempestade

  • Expresso

    Ex-Presidente russo diz que garantias de segurança não podem aplicar-se apenas à Ucrânia

  • Expresso

    Quem é Gonçalo Lopes, o presidente da câmara de Leiria que o país ficou a conhecer depois da tempestade

  • Expresso

    Empresa expropriada de minas de ouro recorre à justiça portuguesa para cobrar €1,1 mil milhões à Venezuela

  • Expresso

    Comandante nacional da Proteção Civil ausentou-se do país durante crise de tempestades, avança revista “Sábado”