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Bola de Berlim

Borussia e cerveja: os dois amores de Dortmund (onde Portugal vai jogar) vêm do mesmo barril

Borussia e cerveja: os dois amores de Dortmund (onde Portugal vai jogar) vêm do mesmo barril
DeFodi Images
Dortmund foi, durante muitas décadas, a cidade europeia com mais fábricas de cerveja. Uma delas, a Borussia, emprestou o nome ao amado clube da cidade. Um adepto fanático foi atrás da história da fundação e acabou a viver no berço do Borussia Dortmund e a recuperar a cerveja desaparecida no lugar onde a seleção nacional defronta, no sábado (17h, RTP1), a Turquia. Este é o sétimo texto da ‘Bola de Berlim’, série de reportagens feitas nas regiões e cidades-sede do Euro 2024
Borussia e cerveja: os dois amores de Dortmund (onde Portugal vai jogar) vêm do mesmo barril

Tiago Carrasco

Jornalista

Estádio: Signal Iduna Park (Westfalenstadion)

Região: Renânia do Norte – Vestfália

Jan-Henrik Gruszecki estava a pesquisar informação sobre a fundação do Borussia Dortmund (BVB) para a realização de um documentário, quando reparou que o edifício onde o clube tinha nascido, na Borsigsplatz, estava hipotecado e disponível para venda.

Contactou imediatamente a agência imobiliária, que lhe disse ser possível comprá-lo por uma pechincha: cerca de 35 mil euros, por 200m2. “Fechei negócio no próprio dia”, conta Gruszecki, 40 anos, à Tribuna Expresso. O que o movia não era a oportunidade de negócio, senão o prazer de poder morar no preciso local em que o seu clube do coração tinha nascido, em 1909. Mudou-se para lá com a mulher e com os dois filhos, em 2012. “Não há vez que entre em casa e que não me sinta feliz por viver no sítio em que o meu Borussia foi criado”, afirma.

Há 115 anos, a 19 de dezembro, um grupo de 18 rapazes, filhos de operários e praticantes de futebol amador na igreja católica Dreifaltkeitskirche (Igreja da Trindade), no norte de Dortmund, foram proibidos de jogar futebol pelo padre Dewald. O pároco local - que não achava muita graça à infiltração da modalidade importada de Inglaterra nos hábitos da juventude alemã – disse-lhes que domingo era o dia do Senhor, momento para oração e não para andar a correr atrás de uma bola.

Revoltados, os rapazes decidiram andar umas centenas de metros e refugiar-se na sala de espelhos do restaurante Zum Wildschütz, num edifício de esquina da Praça Borsigs. Ali, decidiram que tinham de formar o seu próprio clube oficial: as partidas de futebol não podiam continuar a ser limitadas pela vontade do padre. Dewald ainda tentou entrar na sala para os demover, mas os insurretos não lhe abriram a porta.

Os fundadores concordaram em todos os temas em discussão, mas as opiniões dividiram-se quando tiveram de escolher um nome para a associação. “Foi então que um deles, Franz Jakobi, apontou para um cartaz publicitário que estava pendurado na parede, anunciando a cerveja Borussia, que era uma das várias fábricas instaladas na cidade e aquela em que o seu pai tinha trabalhado”, conta Gruszecki. A fábrica tinha sido inaugurada em 1883 e falido em 1901, oito anos antes da fundação do Borussia. “Os outros concordaram e o nome do clube ficou fechado ali.”

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Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt

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