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Quase 20 anos de Ronaldo a capitão deixam um vazio? Talvez não tão grande quanto parece. O problema pode estar noutro lado

Quase 20 anos de Ronaldo a capitão deixam um vazio? Talvez não tão grande quanto parece. O problema pode estar noutro lado
Gualter Fatia

Cristiano Ronaldo deixou a seleção (se só neste estágio ou para sempre ainda não sabemos), após quase 20 anos de braçadeira: será que o balneário sente um vazio, ou tem líderes de sobra? João Aroso, antigo adjunto de Paulo Bento quando este foi selecionador, e Ana Bispo Ramires, psicóloga desportiva, avaliam o impacto entre o que muda já e o que pode ficar para depois

Quando um capitão com quase duas décadas de braçadeira sai de cena, a pergunta é inevitável: e agora? Cristiano Ronaldo liderou com a braçadeira desde os tempos de Luis Felipe Scolari, muito novo ainda, numa altura em que Luís Figo e Rui Costa estavam a terminar as carreiras. Agora que saiu, em rutura, há quem tema um vazio. Duas vozes que conhecem o balneário por dentro e por fora sugerem que o buraco existe, mas que talvez não seja onde se julga.

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