Futebol feminino

O jogo inaugural e a final do próximo Mundial feminino serão no Maracanã, um dos templos do futebol

O jogo inaugural e a final do próximo Mundial feminino serão no Maracanã, um dos templos do futebol
Ricardo Moraes

O icónico estádio do Rio de Janeiro, no Brasil, anfitrião do Campeonato do Mundo de 2027, irá acolhar o primeiro e o último encontro do torneio que terá oito cidades-sede. Quatro anos depois a prova será alargada para 48 seleções

O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, além da final vai também receber o jogo de abertura do Mundial feminino de 2027, a decorrer no Brasil de 24 de junho a 25 de julho, anunciou a FIFA.

A escolha já era esperada, uma vez que o estádio é de longe o mais prestigiado entre os das oito cidades-sede, com os restantes jogos a acontecerem em Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e São Paulo.

A FIFA já tinha anunciado em maio de 2025 que o icónico estádio carioca iria receber a final do Mundial de 2027. Trinta e duas seleções vão participar neste primeiro Mundial feminino na América do Sul, disputando um total de 64 jogos, antes da expansão para 48 seleções prevista para 2031.

A candidatura conjunta dos Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica à edição de 2031, a única atualmente em disputa, precisa de ser confirmada este outono por uma assembleia extraordinária da FIFA, cuja data ainda está por definir.

Segundo a FIFA, o Maracanã tornar-se-á o terceiro estádio a receber tanto uma final do Mundial masculino (em 2014) como uma final do Mundial feminino, depois do Estádio Rasunda em Solna, na Suécia (1958 e 1995), já demolido, e do Rose Bowl em Pasadena, EUA (1994 e 1999).

“Ao elaborar o quadro de jogos, procuramos garantir a equidade desportiva entre as 32 seleções”, tendo em conta, em particular, “as distâncias entre as cidades anfitriãs”, afirmou em comunicado a diretora de futebol feminino da FIFA, Sarai Bareman.

Escolhida em maio de 2024 em detrimento de uma candidatura compacta formada por Alemanha, Holanda e Bélgica, com acesso 100% por comboio, a sede brasileira possui locais significativamente mais distantes entre si e acessíveis apenas por avião, tanto para as seleções como para os seus adeptos.

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