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Futebol feminino

Toma cautela, Portugal: ninguém ganha tanto quanto a Coreia do Norte nas seleções jovens de futebol feminino

Jogadores da Coreia do Sul, felizes da vida, com a medalha de vencedoras da edição de 2024 do Campeonato do Mundo de sub-20
Jogadores da Coreia do Sul, felizes da vida, com a medalha de vencedoras da edição de 2024 do Campeonato do Mundo de sub-20
Hector Vivas - FIFA

Como é que a mais hermética das nações é campeã mundial sub-17 e sub-20 de futebol feminino? As respostas que explicam o fenómeno do adversário contra quem Portugal entra, esta segunda-feira (14h, LiveMode), no Mundial da categoria, começaram a desenhar-se há 40 anos. Republicamos este texto, originalmente de abril, a propósito da estreia da seleção nacional no torneio contra as atuais detentores do título, das quais pouco se sabe

No fundo, foi uma questão de oportunidade. Estamos no final dos anos 80, Kim Jong-il ainda não é o líder supremo da Coreia do Norte, mas já pensa como tal. Olha com gula e curiosidade para o retumbante sucesso da seleção feminina da vizinha China nas primeiras edições da Taça Asiática de futebol. A seleção masculina havia competido uma única vez no Mundial, em 1966, quando conheceu o génio de Eusébio, tendo a partir daí vivido um certo anonimato. E vendo como improvável que a Coreia do Norte pudesse ombrear com as melhores seleções europeias e da América do Sul no masculino, Kim Jong-il viu no feminino, então a dar os primeiros passos a nível profissional e com poucas diferenças entre seleções, uma via mais a direito para trazer sucesso ao país.

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