O Senegal conquistou a Taça das Nações Africanas (CAN) ao vencer o anfitrião Marrocos por 1-0, após prolongamento, numa final marcada por polémica. O golo decisivo foi marcado por Pape Gueye, aos 94 minutos, garantindo o segundo título africano da história da seleção, depois da conquista de 2021.
O encontro ficou marcado por um momento de grande tensão já nos descontos do tempo regulamentar, quando o árbitro assinalou um penálti a favor de Marrocos, após intervenção do VAR, por alegada falta de El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Díaz. A decisão gerou protestos intensos da equipa senegalesa, que chegou a abandonar o relvado por ordem do selecionador Pape Bouna Thiaw.
Após cerca de 14 minutos de interrupção, o jogo foi retomado depois de Sadio Mané convencer os colegas a regressar ao campo. No reatamento, Brahim Díaz desperdiçou a oportunidade de dar o título a Marrocos, ao tentar converter a grande penalidade com uma Panenka, defendida por Edouard Mendy.
A vitória do Senegal frente à seleção anfitriã na final é um feito raro na história da competição. Em 35 edições da Taça das Nações Africanas, apenas por três vezes uma equipa visitante venceu a final: duas com o Gana, em 1965 e 1992, e uma em 2000, quando os Camarões derrotaram a Nigéria, então co-organizadora do torneio.
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