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Futebol internacional

Gonçalo Feio: o treinador que está a aprender a sobreviver às suas próprias tempestades

Gonçalo Feio: o treinador que está a aprender a sobreviver às suas próprias tempestades
Filipe Farinha

Entrou no Radomiak como quem muda a temperatura de uma sala. Não pediu licença, não esperou pelo contexto, não se deixou intimidar pelo passado recente da equipa. Instalou-se, reorganizou, exigiu, puxou, falou e, sobretudo, convenceu. Em poucas semanas, o clube que começara a época a olhar para a linha de água passou a falar, sem ironia, na Europa. Passamos um dia de estágio com a equipa, no Algarve, para traçar o perfil de Gonçalo Feio, treinador de 36 anos que nunca treinou em Portugal e encontrou uma carreira na Polónia, entre sucessos, inovações e algumas polémicas

A maioria dos jogadores ainda percorria a pé o trajeto em terra batida que separa a receção do hotel do campo relvado e já Gonçalo Feio e a sua equipa técnica, da qual fazem parte sete adjuntos, concluíam a montagem do treino da manhã. São 10h30 e o sol do Algarve finalmente afastou as nuvens para expulsar o frio de janeiro e mandar a chuva regar outros campos. Os jogadores calçam as chuteiras, devagar, como quem tenta convencer o corpo de que aquilo é uma boa ideia. Gonçalo conversa com os adjuntos no centro do relvado e observa os rituais dos que estão a acabar de equipar.

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