Futebol internacional

A FIFA quer que os jogadores que recebam assistência médica fiquem um minuto de fora, mas não se esperam medidas contra os timeouts táticos

A FIFA pretende aumentar a fluidez do jogo e diminuir as paragens
A FIFA pretende aumentar a fluidez do jogo e diminuir as paragens
NurPhoto

Segundo a BBC, serão aprovadas várias regras para combater a perda de tempo. Não obstante, nada se prevê quanto aos guarda-redes que peçam intervenção médica para, depois, os jogadores serem chamados a ouvir as indicações dos treinadores

A FIFA quer que os jogadores que recebam assistência médica fiquem um minuto de fora, mas não se esperam medidas contra os timeouts táticos

Pedro Barata

Jornalista

A reunião anual do International Board (IFAB), a entidade responsável pelas leis do futebol, será palco de várias propostas da FIFA, tendo como objetivo aumentar a fluidez do jogo e diminuir as perdas de tempo. De acordo com a BBC, um dos pontos em discussão será forçar que um futebolista que solicite assistência médica tenha de ficar um minuto fora do relvado.

A base da ideia já foi testada na passada Taça Árabe, em dezembro. Na altura, quem precisasse da entrada dos médicos teria, depois, de se ausentar do terreno de jogo durante dois minutos.

O período de dois minutos foi considerado excessivo, pelo que foi reduzido a apenas um. Atualmente, algumas ligas, como a Premier League, aplicam um período de espera de 30 segundos neste tipo de situações.

Desta intenção ficarão de fora os casos em que o adversário receba um amarelo ou um vermelho. Também ficarão isentos os guarda-redes.

Mikel Arteta, no Arsenal, foi dos primeiros treinadores a recorrer ao uso pensando e intencionado de timeouts
Alex Pantling

A questão dos guarda-redes é, justamente, uma das que mais debate tem gerado recentemente. Nos últimos anos, tem-se visto um número crescente de situações em que os guardiões - justamente por não serem forçados a sair de campo - pedem assistência, seguindo-se uma ida dos restantes companheiros para junto do banco, onde se reúnem para ouvir indicações do treinador.

Mikel Arteta, no Arsenal, foi dos primeiros a generalizar este timeout tático. Em Portugal, Francesco Farioli efetuou-o, por exemplo, no passado FC Porto-Sporting.

Segundo a BBC, não está em cima da mesa qualquer tentativa de punir ou regulamentar este desconto de tempo adaptado do que se vê noutras modalidades, sobretudo de pavilhão.

Outras medidas que serão levadas a votação junto do IFAB prendem-se com a extensão da regra dos oito segundos da bola na mão dos guarda-redes, findos os quais é atribuído um pontapé de canto ao adversário. É de esperar que tal também se passe a aplicar aos pontapés de baliza e aos lançamentos de linha lateral, neste caso mudando a posse de lado.

Nas substituições, deseja-se criar um limite de 10 segundos. Se for superado sem que a troca se tenha dado, o substituto não pode entrar, deixando a equipa com menos um até à próxima interrupção, por um período mínimo de um minuto.

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