Estados Unidos-Irão: FIFA descarta sanções e assegura que foco é um Mundial “com a participação de todas as equipas” e ”seguro”
EUA e Irão defrontaram-se no Mundial 2022
Anadolu
Na sequência dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, e a subsequente resposta iraniana, o secretário-geral da FIFA garantiu que a entidade máxima do futebol está a acompanhar "os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", mas recusou falar em ações concretas. O Irão jogará, no Mundial, em Los Angeles e Seattle
O futebol é, naturalmente, uma preocupação secundária na sequência dos acontecimentos das últimas horas. Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão, que já retaliou, havendo um rápido alastrar das operações militares.
Ainda assim, o futebol acaba, também, por ficar envolto em algumas incertezas. No Mundial 2026, que os Estados Unidos organizarão em conjunto com o Canadá e o México, o Irão disputará partidas em solo do país que acabou de protagonizar uma ofensiva contre o regime de Teerão. A equipa asiática calhou no grupo G do torneio, tendo agendados compromissos em Los Angeles, a 15 de junho contra a Nova Zelândia e a 21 de junho frente à Bélgica, e em Seattle, num embate a 26 de junho contra o Egito.
Ora, questionado sobre as questões que se podem colocar em torno do Mundial, nomeadamente eventuais sanções aos países beligerantes, o secretário-geral da FIFA rejeitou ações demasiado bruscas.
"Realizámos o sorteio da fase final em Washington, com a participação de todas as equipas, e o nosso foco é realizar um Mundial seguro, com a presença de todas as equipas", indicou Mattias Grafstrom.
O secretário-geral da FIFA garante que continuará a haver "comunicação" com os três governos dos países anfitriões, sublinhando que "todos" os que forem ao Mundial "estarão em segurança".
"Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhe, mas acompanharemos os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", frisou Grafstrom.
Recorde-se que Gianni Infantino, líder da FIFA, tem uma relação de proximidade com Donald Trump, o presidente dos EUA. Entre vários elogios públicos e presença em iniciativas lideradas por Trump, incluindo o seu chamado Conselho da Paz, o presidente da FIFA deu ao líder dos EUA o Prémio da Paz da entidade, na sua edição inaugural.