Futebol internacional

Marrocos ganha título da CAN na secretaria, dois meses depois do caos na final com o Senegal

Sadio Mané ergueu o troféu da CAN, mas afinal o título não contou
Sadio Mané ergueu o troféu da CAN, mas afinal o título não contou
JALAL MORCHIDI

A CAF puniu o Senegal com derrota por 3‑0 pela saída temporária do relvado em protesto por um penálti assinalado nos descontos, anulando a vitória obtida no prolongamento. O selecionador Pape Thiaw foi suspenso por cinco jogos

O Senegal foi hoje punido com derrota na final da Taça das Nações Africanas de futebol pela Confederação Africana (CAF), que decidiu atribuir o título ao anfitrião Marrocos, batido por 1-0 no jogo decisivo.

Na base da decisão da CAF está o facto de, já nos descontos no tempo regulamentar do desafio, disputado em 18 de fevereiro, os senegaleses terem abandonado o relvado e se dirigido para os balneários, acabando, posteriormente, por voltar ao jogo, em protesto por o árbitro ter assinalado grande penalidade a favor de Marrocos.

Em Rabat, com um estádio repleto, Brahim Díaz tentou sentenciar o desafio com um penálti à Panenka, acabando por entregar a bola, frouxa, ao guarda-redes, que nem teve de se mexer para agarrar a bola.

No prolongamento, Pape Gueye marcou o único tento do encontro e conseguiu que o Senegal alcançasse algo raro em 35 edições da prova, ao vencer a final frente ao anfitrião.

Esse feito só tinha sido alcançado pelo Gana na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992, além dos Camarões, que, em 2000, bateram a Nigéria, que coorganizou o torneio com o Gana.

Além da derrota por 3-0, e também como consequência do abandono de campo, o selecionador senegalês, Pape Thiaw, foi suspenso por cinco jogos, tendo as duas federações ainda sido punidas com elevadas penas monetárias.

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