Futebol internacional

Premier League: os ferros ajudaram o Manchester City a aproximar-se ainda mais da liderança do Arsenal

Haaland fez o 2-1 para o City, que deixa a sua equipa mais perto da liderança da Premier League
Haaland fez o 2-1 para o City, que deixa a sua equipa mais perto da liderança da Premier League
PETER POWELL

Vitória do City por 2-1 frente ao líder deixa a equipa de Pep Guardiola a apenas 3 pontos do topo da tabela. E tem menos um jogo que o Arsenal

Pode ser 2022/23 outra vez. Nessa temporada, o Arsenal liderou a Premier League boa parte da época, perdendo o gás na última fase. Uma derrota por 4-1 frente ao City em abril seria decisiva para a reviravolta.

Fast forward para 2025/26. O Arsenal liderou a Premier League boa parte da época, caindo de forma nas últimas semanas. Eliminado da Taça de Inglaterra, final perdida na Taça da Liga. E agora, em abril, derrota frente ao City no campeonato, por 2-1. E, de repente, a equipa de Pep Guardiola fica a apenas 3 pontos da liderança, mas com um jogo a menos.

O encontro deste domingo no Etihad podia muito bem ser o jogo do título. Se será, só no final das contas será possível saber. Mas se o Arsenal voltar a claudicar olhará para esta derrota como fulcral. Em casa do rival, a equipa de Mikel Arteta confirmou alguns maus sinais dados nas últimas jornadas e também na eliminatória com o Sporting, na Champions.

Começou muito forte o City, sufocando a equipa de Londres e aproveitando a magia que tem no plantel. Rayan Cherki, aos 16’, fez o primeiro golo do jogo, dançando entre os defesas gunners. A resposta, imediata, teve o cunho de Gigi Donnarumma, que se deixou antecipar por Kai Havertz, com o alemão, que substituiu Gyökeres no onze, a fazer o empate num erro caricato para o guarda-redes italiano.

A entrada da 2ª parte seria uma cópia do ataque concertado do City que marcou o início do jogo, ainda que as melhores oportunidades surgissem do outro lado do campo, numa sequência diabólica do Arsenal: aos 60’, a equipa de Londres viu-se em superioridade em contra-ataque, com Donnarumma a redimir-se do erro da 1ª parte com dupla defesa no limite. Pouco depois, Eze, num remate seco à entrada da área, fez o poste do City tremer.

A pouca pontaria do Arsenal foi punida pouco depois, com Haaland, sempre Haaland, a quebrar o bom momento dos forasteiros. Aos 65’, após jogada pela esquerda, ganhou no corpo a corpo a Gabriel Magalhães e rematou já em queda para o 2-1.

E mesmo que o central brasileiro tenha, aos 73’, enviado nova bola ao poste de Donnarumma, a vantagem deixou o City tranquilo no jogo - Bernardo Silva foi operário para toda a obra -, já cheirando uma liderança que ainda não é real, mas parece adivinhar-se.

City pode ser líder na 4ª feira

O Manchester City atingiu a 20.ª vitória para o campeonato e é segundo classificado, com 67 pontos, tendo ainda menos um jogo face ao líder Arsenal, com 70, que perdeu pela quinta vez, não juntava duas derrotas consecutivas na prova desde dezembro de 2023 e vê cada vez mais ameaçada a possibilidade de se sagrar campeão inglês 22 anos depois.

Vencedores de seis das últimas oito edições da Premier League, a última em 2023/24, quando lograram o único tetracampeonato da história do futebol inglês, os citizens estão invictos há 10 jornadas e encurtaram também a desvantagem na diferença de golos (36 contra 37), primeiro critério de desempate.

Contas feitas, o Manchester City assumirá o primeiro lugar se triunfar na visita ao penúltimo Burnley, na quarta-feira, em jogo da 34.ª jornada, que ocorre três dias antes da receção do Arsenal ao Newcastle, em Londres.

Os ‘gunners’, segundos nas últimas três épocas, arriscam-se a repetir as sequelas de 2022/23 e 2023/24, quando também entraram em abril no comando isolado da Premier League e foram ultrapassados pelos ‘citizens’.

Recém-qualificado pela segunda época seguida para as meias-finais da Liga dos Campeões, nas quais vão defrontar os espanhóis do Atlético de Madrid, depois de terem suplantado o bicampeão português Sporting nos ‘quartos’, o Arsenal perdeu pela quarta vez nos últimos seis embates nas diversas competições, série iniciada precisamente frente ao Manchester City (2-0), na final da Taça da Liga inglesa, em 22 de março, em Wembley.

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