Na 27ª jornada do campeonato neerlandês, o NAC visitou o Go Ahead Eagles. A derrota por 6-0 contribuiu para que o clube da cidade de Breda ficasse ainda mais ancorado no penúltimo lugar da classificação, em zona de descida.
Pelo Go Ahead Eagles, conjunto que se experimentou na Liga Europa esta temporada, jogou Dean James. O defesa de 26 anos nasceu nos Países Baixos, mas em 2025 tornou-se internacional pela Indonésia, adquirindo nacionalidade por via dos antepassados do lado materno.
Nos Países Baixos, um cidadão não pode obter um segundo passaporte sem perder o direito de ser neerlandês. Apenas quem nasceu com dupla-nacionalidade pode gozar desse proveito.
Perante esta regra, o NAC contestou o jogo frente ao Go Ahead Eagles, exigindo a repetição do encontro. O clube da zona sul do país alega que Dean James, tendo deixado de ser neerlandês, necessitaria de uma autorização de trabalho para estar na ficha de jogo, o que não ser verificou.
A federação neerlandesa (KNVB), rejeitou a queixa do NAC, argumentado que a realização de um novo jogo criaria um cenário insustentável. “Acreditamos que o caos se instalará, porque muitos outros clubes mostraram reservas”, comentou Marianne van Leeuwen, vice-presidente da KNVB.
Em toda a Eredivisie, existem pelo menos 11 jogadores nas mesmas circunstâncias de Dean James que participaram em algo como 133 jogos, de acordo com as contas da federação, organismo que expressou preocupação através da dirigente. “Se o NAC vencer, os outros clubes também tomarão ações similares. Isso pode significar que a competição pode não ser concluída.” A liga está a três jornadas do fim.
O caso encontra-se a ser analisado pelo tribunal de Utrecht. A decisão deve ser tomada esta segunda-feira.
Dean James voltou a ser presença regular no onze inicial do Go Ahead Eagles após ter falhado o jogo frente ao Zwolle, da jornada 28, por se encontrar a resolver a questão burocrática junto dos serviços de imigração e naturalização. Durante esse tempo, treinou à margem da restante equipa, o que o fez sentir-se como se tivesse “voltado ao período do corona”, disse aos microfones da ESPN sobre a situação “muito estranha” que passou.
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