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    Escândalos do Mundial não fizeram mossa em Infantino: mais de 200 federações apoiam a sua reeleição como líder da FIFA

    Infantino durante a meia-final entre Inglaterra e Argentina, em Atlanta
    Infantino durante a meia-final entre Inglaterra e Argentina, em Atlanta
    Image Photo Agency

    Jornal britânico “Guardian” diz que presidente da FIFA tem um apoio quase unânime entre as federações mundiais para ser eleito para um terceiro mandato no cargo, na votação que vai acontecer em março do próximo ano. Apenas alguns países europeus resistem

    Desconforto não significa mudança e, apesar dos escândalos que deixaram uma marca infame neste Mundial 2026, Gianni Infantino caminha para uma reeleição sem percalços para um terceiro mandato completo como presidente da FIFA, na votação que vai acontecer em março do próximo ano.

    O “Guardian” garante que o italo-suíço tem o apoio “de mais de 200 países”, num universo de 211 federações filiadas no organismo, que tem mais membros do que países reconhecidos pelas Nações Unidas. Os únicos países que ainda não entregaram a habitual carta de apoio ao candidato são europeus, entre os quais a federação alemã.

    Gianni Infantino sairá assim incólume de um mandato marcado pela aproximação a Donald Trump, estando presente na tomada de posse do presidente norte-americano, a quem, em dezembro último, ofereceu um muito controverso Prémio da Paz. Nos dias que antecederam o Mundial, o árbitro somali Omar Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos, com o líder da FIFA a descartar responsabilidades na resolução do caso.

    A comitiva do Irão, incluíndo jogadores, foi também proibida de permanecer mais do que 48 horas nos Estados Unidos, com quem o país asiático se mantém em guerra, sendo assim obrigada a mudar o seu campo de treinos para o México, viajando apenas para os jogos.

    Já durante a competição, o Caso Balogun deixou novas dúvidas a pairar sob a integridade e transparência da FIFA e os contornos da relação entre Trump e Infantino. Depois do avançado norte-americano ter sido expulso frente à Bósnia, Donald Trump ligou ao líder da FIFA a pedir uma revisão do cartão vermelho. Na véspera do encontro dos oitavos de final frente à Bélgica, o Comité de Disciplina da FIFA anunciou que a suspensão de Balogun ficaria suspensa, para espanto do planeta futebol.

    Infantino sairia em defesa da sua honra, sublinhando que os órgãos disciplinares da FIFA são “independentes”, apesar de confirmar o telefonema de Trump. Sem explicações detalhadas de como foi tomada a decisão quase inédita na história dos Campeonatos do Mundo que permitiu a Folarin Balogun jogar, ficou a dúvida.

    Mas nada disto irá complicar a continuidade de Infantino no cargo mais importante da estrutura do futebol, talvez do desporto. As notícias dos últimos dias, que davam conta da possibilidade da UEFA, muito crítica depois do caso Balogun, tentar apresentar um candidato para concorrer contra Infantino parecem infundadas.

    O “Guardian” sublinha que dentro da hierarquia do futebol europeu há o sentimento que um candidato que conseguisse reunir “30 ou 40 votos” poderia pelo menos “abrir um debate público legítimo sobre a gestão da FIFA”. Tal está longe de ser possível.

    Gianni Infantino é presidente da FIFA desde fevereiro de 2016 e concorre para um terceiro mandato que, de acordo com os atuais estatutos do organismo, será o último, com término em 2031.

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