Futebol internacional

Infantino vai candidatar-se a novo mandato na FIFA apesar das críticas

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, a acenar ao público durante a cerimónia de entrega do troféu do Mundial 2026, nos EUA
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, a acenar ao público durante a cerimónia de entrega do troféu do Mundial 2026, nos EUA
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Pressionado por algumas federações e criticado pelo presidente da UEFA, Gianni Infantino mantém a intenção de liderar a FIFA por mais quatro anos, revelou o porta-voz da FIFA. A candidatura do dirigente ítalo-suíço às eleições de 2027 surge na sequência da crise provocada por um controverso projeto de abertura do negócio do futebol mundial ao investimento privado

O ítalo-suíço Gianni Infantino irá recandidatar-se à presidência da FIFA, cargo que ocupa desde 2016, apesar da crise desencadeada pelo seu plano fracassado, revelou este domingo um porta-voz do organismo, à agência noticiosa France-Presse (AFP).

"O presidente da FIFA anunciou em abril que concorreria à reeleição em 2027. Obviamente, nada mudou. O Sr. Infantino concorrerá à reeleição", disse à AFP um porta-voz da entidade que tutela o futebol mundial.

Infantino, de 56 anos, perdeu o apoio de algumas federações e tem sido pressionado a renunciar ao cargo, nomeadamente pelo seu homólogo da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, após ter divulgado um plano para permitir a entrada de capital privado, através da empresa FIFA Forward Enterprise (FFE), na comercialização das competições internacionais de futebol.

Apesar de ser amplamente visto como um potencial adversário de Infantino, Ceferin, de 58 anos, tem reiterado o seu compromisso com a UEFA, afastando uma eventual candidatura à presidência da FIFA.

De momento, Infantino, presidente da FIFA desde 2016, é o único candidato e a data limite para apresentação de candidaturas está marcada para 18 novembro, devendo a eleição ocorrer em março de 2027, em Marrocos.

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