Futebol internacional

O Manchester City bateu o Manchester United por 1-0. Comité arbitral inglês admite que o golo foi irregular

Haaland festeja o golo que valeu a vitória em Old Trafford
Haaland festeja o golo que valeu a vitória em Old Trafford
Shaun Brooks - CameraSport

A Pro Referees admitiu um erro de julgamento na validação do golo do norueguês Erling Haaland, que deu a vitória ao City. Enzo Fernández estava em posição irregular e teve interferência na jogada, sublinha a entidade autónoma que gere a arbitragem inglesa

A Pro Referees, o comité que supervisiona a arbitragem da Liga inglesa, admitiu um erro de julgamento na validação do golo do norueguês Erling Haaland que valeu o triunfo ao Manchester City sobre o Manchester United no domingo.

De acordo com esta entidade, o lance, ocorrido aos 60 minutos, no único tento no dérbi em casa do rival Manchester United, deveria ter sido anulado devido à posição de fora de jogo do ex-benfiquista Enzo Fernández e à sua interferência na jogada.

Inicialmente, o árbitro Michael Oliver invalidou o golo, por uma possível posição de fora de jogo de Haaland, que, no entanto, partiu em posição legal.

A Pro Referees entende, no entanto, que, no desenrolar da jogada, no cruzamento para a área, Enzo Fernández está em fora de jogo e a sua intenção é rematar a bola, antes de esta chegar ao avançado norueguês, que empurrou para o único golo da partida em Old Trafford.

A decisão em campo foi fora de jogo contra Erling Haaland. Isso foi revisto pelo videoárbitro (VAR) e considerou-se que estava em posição legal”, explicou um porta-voz do organismo, citado por vários meios de comunicação ingleses.

O comité acrescentou que “na mesma jogada, estabeleceu-se que Enzo Fernández não jogou a bola, pelo que qualquer infração de fora de jogo é subjetiva”.

Na sua justificação, especifica-se que “nesta ocasião, o VAR não reconheceu o provável impacto da sua posição e deveria ter recomendado uma revisão em campo”.

A Pro Referees revelou também que contactou o Manchester United durante esta noite para reconhecer o que consideram ter sido um erro de julgamento.

A criação de uma entidade autónoma para a arbitragem foi uma das promessas de Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na corrida à sucessão de Fernando Gomes, em fevereiro do ano passado.

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt