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Futebol internacional

O cliché diz que o futebol italiano é cínico e defensivo. A realidade mostra uma Serie A com muitos golos e sem 0-0

Donyell Malen, avançado da AS Roma e melhor marcador da Serie A, a rematar no jogo contra o Inter: os dois primeiros classificados do campeonato defrontaram-se na capital italiana antes da paragem de seleções
Donyell Malen, avançado da AS Roma e melhor marcador da Serie A, a rematar no jogo contra o Inter: os dois primeiros classificados do campeonato defrontaram-se na capital italiana antes da paragem de seleções
Silvia Lore

Ao fim de cinco jornadas e 50 partidas, o campeonato italiano ainda não registou qualquer nulo e tem mais golos, além de mais tempo útil de jogo, do que a Premier League - e menos faltas. Parte da explicação está nos novos critérios de arbitragem para haver menos apitos, outra fatia reside nos treinadores que comandam as principais equipas: têm tração à frente, privilegiam o ataque. São eles quem contrariam o lugar-comum: “Aquela ideia do catenaccio, de que o futebol italiano não traz espetáculos, é completamente mentirosa hoje em dia.”

O cliché diz que o futebol italiano é cínico e defensivo. A realidade mostra uma Serie A com muitos golos e sem 0-0

Diogo Pombo

Editor de Desporto

Os santos de treinadores nem sempre atinam com os dos árbitros, qualquer jogo de futebol o prova. Longe do relvado e entre quatro paredes, uma reunião entre eles em Milão, na segunda-feira, aparentou porém o contrário. “O futebol agora é bastante claro e muito mais bonito. Identifico-me mais”, saudou o sorridente Raffaele Palladino, técnico do Bologna, atual 18º classificado da Serie A, à saída do encontro. Imitador na boa-disposição, Luciano Spalletti, da Juventus que vai no 7º lugar, respondeu à si próprio para coincidir nessa postura: “Se gosto da nova abordagem? Sim.”

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