Futebol nacional

Luís Pinto: “Os jogadores agarraram-se uns aos outros e tivemos felicidade, é preciso tê-la para as coisas serem bem-sucedidas”

Na sua primeira época como treinador da I Liga, Luís Pinto já conquistou um troféu com o Vitória
Na sua primeira época como treinador da I Liga, Luís Pinto já conquistou um troféu com o Vitória
Gualter Fatia

O treinador do Vitória, de 36 anos, falou após a conquista da Taça da Liga à Sport TV, elogiando a capacidade de união da equipa (que conseguiu a segunda reviravolta na final four da prova) e realçou o quão importante é hoje planear um jogo de futebol também a partir de quem fica no banco de suplentes

A conquista da Taça da Liga

“Parece que é um bocadinho o filme dos três jogos e do que tem sido necessário ao longo desta época: termos sempre capacidade de responder e conseguirmos-nos unir quando as coisas não estão a correr como queremos. A primeira parte foi muito difícil, o Braga tira a bola com muita qualidade, é um jogo de paciência, torna-se um bocadinho chato defrontá-los, mas a malta conseguiu manter-se unida e perceber que estávamos vivos. E, na segunda parte, as coisas foram um bocadinho diferentes, a malta trabalhou muito e agarraram-se uns aos outros. Foi essa a imagem dos três jogos e um bocadinho a imagem desta época.”

As entradas de Ndoye e de quem veio do banco

“É mesmo algo que acho importante, o futebol está diferente, em constante mudança, mas os jogadores que estão no banco têm uma importância muito diferente na preparação do jogo. Nós tentamos prepará-los pensando no que pode vir a acontecer. E tivemos felicidade, é preciso tê-la para as coisas serem bem-sucedidas.”

A exigência que existe no Vitória

“Significa muita coisa. Significa que são sete anos de treinador principal. mais cinco, seis como adjuto, em que andamos num processo no futebol de acreditar muito no futuro, mas nem sempre com as melhores condições financeiras, infelizmente em Portugal passam-se dificuldades nas divisões mais baixas. Hoje é olhar para trás e perceber que vale a pena persistimos, sermos resilientes e que o trabalho resolve muita coisa. É esse o significado que tem para mim, crença no trabalho da equipa técnica nós temos, mas no futebol, como na vida, as coisas nem sempre correm bem. Temos de acreditar sempre e fazer sempre o nosso melhor.”

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