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FC Porto paga apenas 3% da indemnização pedida pelo Benfica no caso dos e-mails

FC Porto paga apenas 3% da indemnização pedida pelo Benfica no caso dos e-mails
Diogo Cardoso

As águias tinham pedido uma indemnização superior a €17 milhões, mas vão receber menos de 700 mil euros. O caso remonta a 2017, quando Francisco J. Marques expôs e-mails dos dirigentes benfiquistas durante 20 programas no Porto Canal, alegando ter recebido as mensagens anonimamente e denunciando supostos atos ilícitos

FC Porto paga apenas 3% da indemnização pedida pelo Benfica no caso dos e-mails

Mariana Rebocho

Jornalista

O Futebol Clube do Porto revelou no relatório e contas do primeiro semestre da época 2025/2026 que vai pagar cerca de 605 mil euros ao Benfica no âmbito do caso dos e-mails, o valor ainda está sujeito a juros de mora (penalizações financeiras aplicadas pelo atraso no pagamento de dívidas).

O Tribunal Constitucional rejeitou o último recurso da SAD do FC Porto, confirmando o acórdão anterior do Supremo Tribunal de Justiça.

Tudo começou quando em abril de 2018 quando Francisco J. Marques, então diretor de comunicação do FC Porto, revelou no programa Universo Porto do Porto Canal o conteúdo de e-mails internos dos dirigentes das águias

O antigo diretor de comunicação dos dragões garantiu em primeira instância que teria recebido as mensagens de forma anónima, porém, mais tarde se veio a saber-se que foi Rui Pinto quem acedeu ilegitimamente aos servidores do Benfica e partilhou a informação com o dirigente dos dragões.

O conteúdo dos e-mails revelava, segundo Francisco J. Marques, um conjunto de atos ilícitos alegadamente cometidos pelos encarnados. A exposição da mensagens eletrónicas decorreu durante 20 programas semanais.

A verticidade dos e-mails foi confirmada, mas Francisco J. Marques foi censurado pelo tribunal num outro processo por ter alegadamente descontextualizado partes da informação dentro dos mesmos.

O caso dos e-mails entre o FC Porto e o Benfica foi oficialmente encerrado em fevereiro de 2026. Francisco J. Marques foi condenado a uma pena de dois anos de prisão suspensa por crimes de violação de correspondência e acesso indevido. Já o comentador do Porto Canal, Diogo Faria foi julgado por nove meses também de prisão suspensa.

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