Futebol nacional

APAF pede esclarecimentos a Pedro Proença sobre áudios a criticar arbitragem

Pedro Proença à chegada a Lisboa após o Mundial 2026
Pedro Proença à chegada a Lisboa após o Mundial 2026
ANTONIO PEDRO SANTOS

Através de um comunicado, a associação dos árbitros portugueses manifestou-se surpresa e preocupada com os “áudios divulgados publicamente, nos quais são atribuídas ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol declarações depreciativas sobre a qualidade dos árbitros do futebol profissional”

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) apelou ao esclarecimento claro do contexto, conteúdo e o motivo das declarações do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, sobre a arbitragem, divulgadas através de áudios.

Através de um comunicado, a associação dos árbitros portugueses manifestou-se surpresa e preocupada com os “áudios divulgados publicamente, nos quais são atribuídas ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol declarações depreciativas sobre a qualidade dos árbitros do futebol profissional”.

Nos áudios, que terão sido gravados há cerca de dois anos, quando Proença ainda era presidente da Liga Portugal, o atual líder federativo diz que “os árbitros são fracos, são todos muito fracos“, sublinhando que há apenas “três ou quatro“ que são “minimamente competentes“, referindo-se a Artur Soares Dias, João Pinheiro, Nuno Almeida e Luís Godinho. “O resto é tudo muito fraco“, pode ouvir-se também nos áudios.

“A APAF condena de forma inequívoca este tipo de discurso que coloca em causa a competência, a credibilidade e a dignidade de uma classe que trabalha diariamente com enorme profissionalismo. Os árbitros portugueses têm demonstrado, ao longo dos anos, uma capacidade amplamente reconhecida pelas nomeações para as principais provas internacionais, de seleções e de clubes”, pode ler-se na nota.

Desta forma, espera que Pedro Proença “esclareça de forma clara o contexto, o conteúdo e o motivo das declarações atrás referidas, relativas aos árbitros portugueses, proferidas quando ocupava outro importante cargo no futebol em Portugal”.

Os áudios surgiram nas redes sociais, nos quais o atual presidente da FPF critica o nível dos árbitros em Portugal, recorda os muitos processos judiciais do Benfica e fala também de forma pouco simpática sobre José Fontelas Gomes, atual vice-presidente da FPF.

A Federação Portuguesa de Futebol remeteu-se ao silêncio, por não querer comentar conversas privadas.

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: piquete@expresso.impresa.pt