Futebol nacional

Pedro Proença diz que áudios divulgados mostram conversas “meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas“

Pedro Proença diz que áudios divulgados mostram conversas “meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas“
NUNO VEIGA

Presidente da FPF confirma que áudios têm “mais de dois anos“ e convida a uma reflexão sobre o “timing da divulgação” das conversas. Diz ainda que irá “acionar todos os meios legais à disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a obtenção e posterior divulgação pública” dos áudios

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, disse que os áudios divulgados sobre a arbitragem são excertos de conversas distorcidas, incompletas e descontextualizadas, mantidas há mais de dois anos com todos os clubes.

Em causa estão os áudios de Pedro Proença divulgados na terça-feira pelo jornal Record, quando ainda era presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), e que também estavam a circular em diversas redes sociais, em que o atual líder da FPF critica a qualidade dos árbitros portugueses, recorda processos judiciais do Benfica e fala também de forma pouco simpática sobre José Fontelas Gomes, atual vice-presidente da FPF.

“As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas - foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os clubes do futebol profissional e todos os restantes stakeholders do futebol português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol”, começou por escrever, nas redes sociais.

O líder máximo da FPF revela que naquelas reuniões “foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do futebol português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que o acompanharia no seu projeto, caso fosse escolhido pelos sócios ordinários da FPF.

Depois, convidou “todos a fazerem uma reflexão, de forma séria”, face “à forma contextualmente deturpada” com que foram apresentadas as conversas e ao “timing da divulgação”.

Por fim, deu conta de que irá “acionar todos os meios legais à disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a obtenção e posterior divulgação pública” dos áudios.

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