Há Clássico este domingo (20h30, Sport TV1) e nem Francesco Farioli nem Marco Silva querem sequer ouvir a palavra “decisivo” para um encontro à 7ª jornada da I Liga. O FC Porto chega ao encontro com 18 pontos conquistados em 18 possíveis, com o Benfica no 2º lugar da tabela, a dois pontos dos dragões. O encontro pode, por isso, terminar com um novo líder ou com o líder atual a engordar a vantagem na frente.
Francesco Farioli, ainda sem qualquer ponto deixado para trás neste campeonato, disse não acreditar que o primeiro embate entre grandes desta edição da I Liga seja “decisivo”, ainda que seja um jogo de enorme importância.
“Falar de um jogo decisivo penso que seja demais. Mas é, de certeza, um jogo importante para a tabela classificativa e, claro, tem valor para a cidade, para o clube, para os adeptos, todos", apontou, sublinhando a necessidade da sua equipa fazer uma "exibição de topo" para bater o Benfica, equipa a quem deixou elogios.
“Muitos dos jogadores são os mesmos, mas com mais um ano de experiência, alguns deles a atuar a um nível muito alto. Somado a isso, tiveram um mercado de transferências com mudanças importantes e a mudança de treinador, que provou ter encontrado a chave para trazer à equipa os seus conceitos", disse Farioli, que admitiu ter também assistido a jogos do Fulham para preparar o Clássico.
“É sempre interessante ir um pouco ao passado dos treinadores que vamos defrontar. É natural ver certos padrões que tinha no Fulham, a sua última experiência, a repetirem-se, mas outros ligeiramente diferentes. Diria que a agressividade sem bola é uma das principais diferenças", explicou.
Victor Froholdt está de regresso, num jogo que poderá também marcar o regresso de Oskar Pietuszweski e Samu. Já Fofana e Nehuén Pérez são baixas confirmadas, por lesão.
Uma vitória do FC Porto deixaria os dragões com uma vantagem importante de cinco pontos para o rival, algo que Farioli diz ser algo a que os seus jogadores não devem “prestar muita atenção” e que os jogos são todos para encarar com “o mesmo estado de espírito”.
“Claro que um Clássico, especialmente no Estádio do Dragão, é algo diferente. Exige mais do nosso lado e os adeptos vão trazer-nos aquele combustível extra para correr o metro adicional, esse esforço que é sempre preciso", disse.
FC Porto um pouco mais favorito, diz Marco
Por seu turno, Marco Silva apontou as “pequenas vantagens” do FC Porto numa possível discussão sobre favoritismo, falando do fator casa e do facto do adversário não ter tido competição a meio da semana, ao contrário dos encarnados, que jogaram contra o AC Milan para a Liga Europa.
“É difícil encontrar um favorito por tudo o que acarreta um jogo desta dimensão. Há sempre pequenas vantagens e eu, quando olho para clássicos, vejo uma pequena vantagem que é o jogar em casa. Se fosse ao contrário, estaria aqui a dizer o mesmo”, começou por afirmar o técnico, sublinhando também o facto do adversário ter tido “toda a semana para preparar” o encontro.
“Mas não é por nós termos um jogo a meio da semana que vai dar um favoritismo ao nosso adversário. Não me parece, de todo”, continuou.
Uma vitória pode dar a liderança à equipa de Marco Silva, que reconheceu que, por isso, “são três pontos importantes” aqueles em disputa, mas recusou, tal como Farioli, que o encontro, à sétima jornada, tenha um caráter decisivo.
“É um jogo importante para as duas equipas, porque estão em confronto dois dos três/quatro candidatos ao título. Portanto, tem uma importância muito grande. Nesta altura da época não há nada decisivo, mas tem muita importância”, resumiu.
Por outro lado, uma derrota deixa o Benfica a cinco pontos do FC Porto, com Marco Silva a rejeitar a ideia de ficar contente também com um empate. “Nós, neste momento, pensamos em ganhar o jogo. Não há nenhum jogo, e isso garanto-vos, que nós preparemos para ter outro resultado que não seja ganhar”, respondeu.