Foram cinco, podiam ter sido muitos mais: Portugal bate a Hungria e está nos quartos de final do Europeu de futsal
Oliver Hardt - UEFA
Portugal venceu a Hungria por 5-1 no Europeu de Liubliana, num jogo em que rematou enquadrado 23 vezes. O primeiro objetivo, de passar a fase de grupos, foi conseguido sem dificuldades de maior
Vinha a Hungria de uma surpresa, ao bater a Polónia na estreia do Europeu, a primeira vitória de sempre dos magiares em quatro participações na prova, e Portugal sabia, por isso, que precisava de estar atento. Ainda assim, a seleção nacional, do outro lado do espectro, ou seja, em busca do terceiro título europeu consecutivo, entrava no jogo como amplamente favorita, um favoritismo que cedo se cumpriu, num duelo em que a equipa de Jorge Braz desperdiçou muito. Mas o primeiro objetivo está carimbado: Portugal venceu por 5-1, está nos quartos de final, faltando agora confirmar o 1º lugar, algo que até poderá acontecer já esta terça-feira, depois do Polónia-Itália.
Evitando qualquer crescimento de um dispensável nervosismo, Portugal entrou praticamente a marcar e com 20 segundos de jogo, numa reposição lateral, Pany Varela encontrou Erick em frente à baliza húngara, com o jogador do Barcelona bem na finalização. Com muito volume, mas nem sempre com pontaria, Portugal ia visando a baliza de Alasztics com o seu jogo frenético, mas o 2-0 teve de ser na raça: Diogo Santos ganhou dois duelos e lateralizou para Lúcio Rocha encostar.
Estávamos a meio da 1.ª parte e Portugal raramente deixava a Hungria sair do seu meio-campo. Bernardo Paçó, pai na véspera, poderia estar perfeitamente na baliza a ver fotos do seu filho recém-nascido no telemóvel, tal a falta de oportunidades dos rivais. Ao intervalo, Portugal contava já com 33 remates, 13 deles à baliza da Hungria, que se aguentava essencialmente, pelo desacerto português.
Oliver Hardt - UEFA
Diogo Santos, um dos melhores de Portugal, afastaria possíveis reações logo a abrir a 2.ª parte, a aproveitar uma troca de bola mais mole da Hungria, junto à sua área, para fazer um combo roubo-remate que acabou dentro da baliza magiar. Não muito depois, Bruno Coelho encontrou Tomás Paçó com uma nesga de espaço pela esquerda, com o jogador do Sporting a rematar de bico, com a bola a fugir do alcance de Alasztics.
Portugal entraria depois numa toada de gestão, talvez demasiada, oferecendo a bola ao adversário, ainda que deixando a Hungria longe da área, desesperada em trocas de bola quase sempre estéreis, tal era a organização portuguesa, a deixar poucos espaços para a imaginação. Nem o 5x4, tantas vezes usado, resultou e foi preciso esperar pelos 27 minutos de jogo para a equipa treinada pelo espanhol Sergio Mullor ter um primeiro lance de verdadeiro perigo, quando Fekete atirou ao poste após passe algo destrambelhado de Pany Varela.
Pany que faria o 5-0 num lance em que foi sendo carregado sucessivamente, mas em que só parou quase dentro da baliza húngara. Em 23 remates enquadrados, Portugal teve pouco acerto. Ainda assim mais do que suficiente para vencer com conforto. A cinco minutos do fim, chegaria a fraca consolação para a Hungria, que marcou num bom remate de Rutai.
Portugal segue assim sem qualquer derrota no Europeu desde os quartos de final da edição de 2016. Segue-se a Polónia, na quinta-feira, um jogo que poderá muito bem servir só para cumprir calendário.