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Liga dos Campeões

O guarda-redes do Bodø/Glimt nasceu em Israel, é russo, agora quer ser norueguês. E viveu na Madeira, sempre com “grandes chuteiras“

Nikita Haikin, de 30 anos, é o guarda-redes Bodø/Glimt que a Noruega está a tentar naturalizar a tempo de defender a baliza da sua seleção no Mundial
Nikita Haikin, de 30 anos, é o guarda-redes Bodø/Glimt que a Noruega está a tentar naturalizar a tempo de defender a baliza da sua seleção no Mundial
DeFodi Images

Na baliza do incrível Bodø/Glimt com que o Sporting começa a discutir, esta terça-feira (20h, Sport TV5), o acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões, está Nikita Haikin, homem de vários passaportes que jogou um ano na formação do Nacional da Madeira. Quem se cruzou com ele lembra um guardião endinheirado, mecânico e recatado, mas bom rapaz, que os noruegueses estão a tentar naturalizar a tempo de ir ao Mundial. E de repente, nos oitavos da melhor prova europeia de clubes, vão defrontar-se dois guarda-redes com passado na Choupana

“Imagina”, entremeia Guilherme Vieira, a servir de vírgula, e é fácil de imaginar: para dar guarida à sua miudagem, o Nacional tinha, como ainda deve ter, um alojamento “debaixo do estádio” onde os jogadores da formação dispunham “digamos que de um hotel, com vários quartos”, onde “muitas vezes os séniores fazem estágio antes dos jogos”. Era hábito para quem vem de fora e aterra na Madeira sem amparo pernoitar ali. “Ele não ficou lá, a família tinha muito dinheiro”, completa quem vários anos fez nas escolas do clube.

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