Domingos Castro vai assumir a chefia da segunda maior delegação portuguesa de sempre que irá participar nos Europeus de pista curta, que decorrem entre quinta-feira e domingo nos Países Baixos, promovendo a proximidade com os atletas e confiante na obtenção de medalhas.
Cinco meses depois de ter sido eleito presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), o antigo fundista lidera a comitiva nacional a Apeldoorn2025, com 20 atletas, demonstrando ter “a sensibilidade e o conhecimento do que precisam”.
“É uma honra para mim estar presente nestes campeonatos, que serão os primeiros grandes campeonatos como presidente, e por isso estou à espera que chegue o dia para partir”, afirmou o dirigente, em declarações à agência Lusa.
A recuperar a melhor forma, a bicampeã europeia ‘indoor’ no lançamento do peso, Auriol Dongmo, o triplista Tiago Luís Pereira, bronze nos Mundiais em pista curta Glasgow2024, e Isaac Nader e Jessica Inchude, detentores das terceiras marcas entre os inscritos nos 1.500 e no peso, são as principais armas para Portugal chegar à 30.ª medalha nesta competição.
A comitiva nacional integra 20 atletas, menos dois do que em Istambul2023, a anterior recordista, quando Portugal conseguiu a melhor participação de sempre em Europeus de atletismo indoor, ao igualar as três medalhas de Torun2021 e Valência1998, mas superando o número de finalistas.
Os anteriores máximos nas outras 36 edições de campeonatos da Europa em pista coberta eram os 18 atletas em Viena2002, os 33 pontos conquistados em Torun2021, com 16 atletas, e os sete finalistas em Valência1998, com 11.
“Muito sinceramente, eu acredito que nós temos atletas bem preparados para isso”, vincou Domingos Castro.
Apesar de chefiar a delegação, o presidente da FPA escusou-se a responsabilizar qualquer dos atletas, advertindo para a concorrência com objetivos comuns.
“Felizmente, temos atletas de grande nível internacional que podem ser medalhados. Porém, os outros, de outros países, pensam o mesmo. Mas eu acredito que temos atletas em boa forma e que podem lutar pelos pódios. É preciso ter um dia bom e estar naquele dia que tantos esperam. Se não acontecer, é porque, realmente, não foi possível”, referiu.
Dongmo, Nader, Inchude e Pereira “serão os melhores colocados” para alcançarem os primeiros lugares, mas admitindo "agradáveis surpresas" de outros, reconheceu o líder federativo, que assegurou “acreditar em todos, para que façam o seu melhor”.
“A minha opinião é que os atletas portugueses devem aproveitar esta oportunidade, porque há atletas que preferem ir só ao Campeonato do Mundo [indoor], que vai ser na China, há outros que se querem preparar exclusivamente para Tóquio [local dos Mundiais ao ar livre, em setembro], como é exemplo o Pedro Pichardo. Por isso, os que vão, que aproveitem as oportunidades, quem sabe venham a ser medalhados”, concluiu.
Patrícia Silva e Salomé Afonso vão ser, na quinta-feira, a partir das 18h10 (em Lisboa), as primeiras representantes a competirem na Arena Omnisport Apeldoorn, nas eliminatórias dos 1.500 metros, num programa que encerra no domingo, com as finais dos 60 metros, e a possível presença de Lorene Bazolo, e do lançamento do peso feminino, eventualmente com Auriol Dongmo, Jessica Inchude e Eliana Bandeira.