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A paciência de Agate e a rutura de Gerson: dois caminhos para o mesmo pódio nos Mundiais de pista curta

Agate Sousa, Gerson Baldé e Isaac Nader recebidos em Belém após as medalhas nos Mundiais de pista curta
Agate Sousa, Gerson Baldé e Isaac Nader recebidos em Belém após as medalhas nos Mundiais de pista curta
JOSÉ SENA GOULÃO

Portugal acordou para dois campeões do mundo no mesmo dia, mas os saltos que levaram Agate de Sousa e Gerson Baldé ao ouro começaram muito antes de Torun. Um cresceu na espera, o outro na mudança. Juntos, revelam mais do que um triunfo: revelam o estado de um país que continua a produzir talento apesar das condições, não por causa delas

Há saltos que acontecem num instante, como se o corpo, por capricho, sentisse necessidade de afastar-se do chão por um breve momento. Mas há outros que se preparam durante anos, que nascem de mudanças profundas, de vidas que se reorganizam para que, num momento preciso, tudo se alinhe.

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