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O museu que guarda a história do desporto português está sem casa há três anos

Ana Semblano, diretora do Museu Nacional de Desporto, no Centro Interpretativo das Piscinas do Jamor, onde parte do museu está agora instalado
Ana Semblano, diretora do Museu Nacional de Desporto, no Centro Interpretativo das Piscinas do Jamor, onde parte do museu está agora instalado
NUNO BOTELHO

Quase quatro décadas depois de ser criado, o Museu Nacional do Desporto continua sem um espaço definitivo. Entre mudanças, telhados que caem e decisões adiadas, depende agora de uma solução política que ainda não tem data. A maioria do acervo, que reúne peças tão raras quanto decisivas para compreender a história do corpo, da competição e da identidade desportiva portuguesa, está há três anos guardado em cofres, armazéns e reservas climatizadas. Ministra da Cultura, Juventude e Desporto afirma que nova localização ainda está a ser articulada com o IPDJ

A história do Museu Nacional do Desporto é, em grande medida, a história de uma ideia que teima em sobreviver apesar das circunstâncias. A decisão política de o criar surgiu em 1984, mas o impulso simbólico vem de trás. Em 1934, a Primeira Exposição Triunfal do Desporto, nos salões do Automóvel Clube de Portugal, organizada por O Século, mostrou que o desporto também produz património e memória. Mas só em 1985 é que o decreto‑lei n.º 295/85 formalizou o Museu Nacional do Desporto, depois da exposição Figuras e Lendas do Desporto Português, no Palácio Foz, em Lisboa, cuja recetividade do público foi usada como argumento para a sua criação.

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