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As expetativas eram muitas, mas nenhum estafeta de Portugal nos 400 metros se qualificou para a final nos Europeus

Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib foram a estafeta masculina de Portugal nos Europeus de atletismo de 2026
Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib foram a estafeta masculina de Portugal nos Europeus de atletismo de 2026
FPA/Sportmedia

Nem o quarteto composto por Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib, nem a estafeta de Fatoumata Diallo, Carina Vanessa, Sofia Lavreshina e Clara Martinha se qualificaram para as decisões dos 4x400 metros dos Europeus de atletismo, esta sexta-feira. A turma feminina, contudo, registou a sua melhor marca da temporada

Portugal ficou fora das finais das estafetas 4x400 metros dos Campeonatos da Europa de atletismo Birmingham2026, com o 12.º lugar nas eliminatórias no masculino e o 14.º no feminino.

O quarteto composto por Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib não foi além do sétimo lugar na primeira série, com o tempo de 03.02,84 minutos, quase três segundos acima do recorde nacional (02.59,01).

“Corremos atrás do prejuízo, tentámos, demos o nosso melhor, mas já estávamos muito atrás. Passavam os três primeiros e estão equipas muito fortes, que fizeram os recordes dos campeonatos [a Itália, com 02.58,10], e, assim, torna-se complicado. Temos de trabalhar mais”, admitiu, na zona mista, o recordista nacional dos 400 metros, João Coelho.

Pedro Afonso iniciou o exercício, seis dias depois de ter sido nono na final dos 200 metros nos Mundiais de sub-20, em Oregon, nos Estados Unidos.

Portugal tinha sido quarto, e o melhor entre europeus, no Mundial de estafetas Gaborone2026, em maio último, depois do sexto lugar nos últimos Europeus, em Roma2024, e da presença na final dos Mundiais Tóquio2025 e indoor Torun2026.

Em Birmingham2026, o resultado foi o 12.º posto na classificação das eliminatórias, atrás da Suíça, última seleção repescada, com o tempo de 03.01,31, e da Polónia, derradeira apurada para a final, em 03.01,33.

“Eu não falo por todos, mas falo por mim, eu não estou no meu melhor. Também acredito que o Ericsson e o Omar estejam mais cansados, porque têm duas provas em cima, mas demos tudo, só que, correr atrás do prejuízo, muda a corrida e acho que foi o principal motivo para não termos conseguido a marca que desejávamos”, acrescentou João Coelho.

O velocista do Sporting enalteceu o valor desta estafeta nacional, que contava ainda com os ‘suplentes’ Ricardo dos Santos e André Franco.

“Não nos podemos esquecer que temos 02.59. Temos de manter o foco, porque temos os Mundiais em Pequim e é para isso que vamos trabalhar. Hoje também tínhamos o objetivo de ir à final, de lutar por uma medalha, mas não foi possível. O sonho continua o mesmo, que é tentar ganhar aos melhores do mundo e conquistar uma medalha”, vincou o atleta natural de Alhandra.

Fatoumata Diallo, Carina Vanessa, Sofia Lavreshina e Clara Martinha
FPA/Sportmedia

Melhor marca do ano na estafeta feminina

No feminino, a seleção portuguesa conseguiu o melhor registo do ano, com o tempo de 03.31,24 minutos, insuficiente para avançar para a corrida decisiva, assegurada, em último, pela Polónia, em 03.26,92.

Fatoumata Diallo, que conquistou a medalha de bronze nos 400 barreiras, encerrou a estafeta nacional, que contou ainda com Carina Vanessa, Sofia Lavreshina e Clara Martinha, terminando no sétimo lugar da segunda série, vencida pelos Países Baixos (03.25,00).

“Ambicionávamos muito mais, não vale a pena passar panos quentes. Queríamos o recorde nacional [03.29,38, desde 1992]. Estamos a valer o recorde nacional, mas, por algum motivo, hoje não saiu. Não temos de ficar tristes, porque a série era muito competitiva”, reconheceu Carina Vanessa.

O 14.º posto nos Europeus, depois do sétimo lugar no Mundial indoor Torun2026, tem, para a velocista do Sporting, de servir de incentivo.

“Devemos sonhar sempre, mesmo sabendo que é difícil. Demos o nosso melhor, infelizmente não chegou. Quer dizer que temos muito trabalho para fazer. A equipa é jovem e eu acredito que, nos próximos anos, vamos estar muito mais fortes nos grandes palcos”, concluiu.

Portugal tem como resultado de referência na estafeta masculina 4x400 o sexto lugar em Roma2024 e o nono no feminino em Munique2002.

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