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Portugal vai com o estatuto de Patrícia Sampaio e a experiência de Jorge Fonseca aos Mundiais de judo

Portugal vai com o estatuto de Patrícia Sampaio e a experiência de Jorge Fonseca aos Mundiais de judo
NUNO BOTELHO

Além de Patrícia Sampaio (-78kg) e o seu bronze olímpico, Portugal terá argumentos nos experientes Jorge Fonseca (-100 kg), o único campeão mundial do judo português (2019 e 2021) e que, como disse o seu treinador, num dia bom pode estar na luta, ou Catarina Costa (-48kg), três vezes vice-campeã europeia.

Duas medalhas de bronze, olímpica e mundial, e um título europeu dão a Patrícia Sampaio (-78 kg) um estatuto especial que a colocam no rol de candidatas ao pódio nos Mundiais de judo em Baku.

A portuguesa, de 27 anos, é o principal trunfo da seleção que compete, a partir de domingo, com nove judocas, nos Mundiais na capital do Azerbaijão, mais de um ano depois de ter alcançado o bronze nos Mundiais de Budapeste.

Sampaio, da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, tornou-se em dois anos a grande referência do judo português, em especial após a retirada de Telma Monteiro e a perda de fulgor do bicampeão mundial Jorge Fonseca.

Apesar de uma carreira marcada por algumas lesões, a última das quais já este ano, com uma rotura de ligamentos que a obrigou a parar seis meses, a atleta de Tomar tem sido a mais consistente nos tatamis.

Desde a medalha olímpica em Paris2024, Patrícia Sampaio falhou apenas uma vez uma subida ao pódio, no Grand Slam de Paris, este ano, mostrando, desde os Jogos, resultados que a deixaram com oito de nove medalhas possíveis.

Em Baku, com entrada no tatami da Arena Nacional de Ginástica apenas na sexta-feira de 9 de outubro, a judoca, estudante de comunicação social, é uma das candidatas ao título, num ano em que o seu maior obstáculo é não estar a 100%, após a lesão grave.

Portugal terá também argumentos nos experientes Jorge Fonseca (-100 kg), o único campeão mundial do judo português (2019 e 2021) e que, como disse o seu treinador, num dia bom pode estar na luta, ou Catarina Costa, três vezes vice-campeã europeia.

Fonseca, com algumas lesões desde o seu período de ‘ouro’, entre 2019 e 2021, tem procurado ‘reencontrar-se’ e este ano, após uma fratura num dedo, também foi obrigado a parar três meses, mas já em setembro teve muito bons indicadores.

O judoca, de 33 anos, saiu do Grand Slam de Budapeste com a medalha de prata, perdendo apenas na final com o líder mundial de -100 kg, o italiano Gennaro Pirelli, e depois de deixar pelo caminho nomes tão fortes como o polaco Piotr Kuczera ou o brasileiro Leonardo Gonçalves (2.º do mundo).

Em momento ‘intermitente’, a olímpica Catarina Costa (-48 kg), procura um regresso à sua melhor versão, depois de ter tido boa parte do ano a recuperar de uma cirurgia ao cotovelo e sabe que, não sendo, cabeça de série, depende de alguma sorte no sorteio.

A judoca da Académica estará no oitavo mundial da carreira, depois de se ter estreado precisamente em Baku, em 2018, então com 21 anos, numa competição em que lutou pelo bronze e terminou em quinto lugar.

A mesma idade que tem hoje Taís Pina (21 anos), uma das grandes promessas da seleção nacional, que em Baku será a mais nova entre os nove judocas lusos, numa equipa que se completa com Bernardo Tralhão (-60 kg, 23 anos), Miguel Gago (-66 kg, 22 anos), Otari Kvantidze (-73 kg, 23 anos), Joana Crisóstomo (-63 kg, 24 anos) e a veterana Rochele Nunes (+78 kg, 37 anos).

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