• Expresso
  • Tribuna
  • Blitz
  • Boa Cama Boa Mesa
  • Emprego
  • Expressinho
  • O Mirante
  • Exclusivos
  • Semanário
  • Subscrever newsletters
  • Últimas
  • Classificação
  • Calendário
  • Benfica
  • FC Porto
  • Sporting
  • Casa às Costas
  • Entrevistas
  • Opinião
  • Newsletter
  • Podcasts
  • Crónicas
  • Reportagens
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • RSS
Tribuna ExpressoTribuna Expresso
  • Exclusivos
  • Semanário
Tribuna ExpressoTribuna Expresso
  • Últimas
  • Classificação
  • Calendário
  • Benfica
  • FC Porto
  • Sporting
  • Casa às Costas
  • Entrevistas
  • Opinião
  • Newsletter
  • Podcasts
Exclusivo

De Montevidéu a Doha

De Montevidéu a Doha, episódio 3: Ghiggia e Barbosa, as duas faces do Maracanazo

Alcides Ghiggia olha para o troféu de campeão do mundo, em 2013
Alcides Ghiggia olha para o troféu de campeão do mundo, em 2013
Dante Fernandez/Getty
174.000 pessoas, a maior assistência da história dos Mundiais, encheram o Maracanã, certas de irem presenciar um triunfo brasileiro. Mas foi o Uruguai a vencer, num resultado que se tornou símbolo do inesperado no futebol. A história dos protagonistas dos dois lados da final do Mundial de 1950 é um relato tão épico quanto triste, mergulhado em acordos de cavalheiros e solidão na vitória e na derrota. De Montevidéu a Doha é a rubrica em que, semanalmente e até ao arranque do Mundial no Catar, a Tribuna Expresso trará reportagens e entrevistas sobre a história da mais importante competição global
De Montevidéu a Doha, episódio 3: Ghiggia e Barbosa, as duas faces do Maracanazo

Pedro Barata

Jornalista

Em 1962, um rapaz de nove anos tinha acabado de se mudar de Itália, onde nascera e vivera até aí, para Montevidéu, terra dos pais. Filho de um jogador que tinha passado oito temporadas na Roma e uma no Milan, aquele menino ia instalar-se, pela primeira vez, no Uruguai, dado que o pai tinha acabado de assinar pelo Danubio.

Num dos primeiros contactos com os novos colegas de escola, estes deram-lhe uma informação que deixou a criança atónita: começaram a dizer-lhe que era filho de um campeão do mundo de futebol. Para cúmulo, recordavam com louvor que o pai tinha marcado o golo que tinha derrotado o Brasil no seu estádio, perante 174.000 pessoas. Garantiam-lhe que era filho de uma lenda, um herói nacional.

O menino pegou naquela onda de novidades e, ao chegar a casa, confrontou-a com o acusado de ter cometido tais proezas: “Sim, é verdade isso. Foi um campeonato que ganhámos ao Brasil e eu marquei um golo”.

E foi assim, graças à informação dos novos colegas e à timidez e modéstia paterna, que Arcadio Ghiggia descobriu que o pai, Alcides Ghiggia, marcara o golo que fez o 2-1 no Brasil - Uruguai, última partida do Mundial 1950. O golo que, no Maracanã, deu o título mundial aos uruguaios e que colocou o Brasil a chorar. O golo do Maracanazo.

“Só três pessoas silenciaram o Maracanã: Frank Sinatra, o Papa e eu”, diria, anos depois, Alcides Ghiggia sobre aquele remate.

SubscreverJá é Subscritor?Faça login e continue a ler
Inserir o CódigoComprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para continuar a ler
Relacionados
  • De Montevidéu a Doha, episódio 1: o que fazer para remediar um pouco um Mundial imoral e manchado de sangue?

  • De Montevidéu a Doha, episódio 2: Maradona e os Mundiais, uma história de alegrias e tristezas, sonhos e pesadelos, céu e inferno

Tem alguma questão? Envie um email ao jornalista: tribuna@expresso.impresa.pt

De Montevidéu a Doha

  • De Montevidéu a Doha

    De Montevidéu a Doha, episódio 12: lado a lado com Augusto Inácio, estivemos a ver o Portugal-Inglaterra de 1986

    Hugo Tavares da Silva

  • De Montevidéu a Doha

    De Montevidéu a Doha, episódio 11: quando a Costa Rica entrou “a pensar não ser goleada” e acabou a “sonhar tocar na taça”

    Pedro Barata

  • De Montevidéu a Doha

    De Montevidéu a Doha, episódio 10: quando Alex Ferguson assumiu tragicamente o cargo de selecionador da Escócia e disputou o Mundial de 1986

    Hugo Tavares da Silva

  • De Montevidéu a Doha

    De Montevidéu a Doha, episódio 9: “Os Mundiais de 2018 e 2022 foram atribuídos com base em quem tinha os bolsos mais fundos”

    Pedro Barata

+ Exclusivos
+ Artigos
  • Reportagens

    “Teríamos sido mais felizes sem a ‘Kristin’”: o União de Leiria voltou a jogar em casa, mas o estádio e o clube ainda recuperam da tragédia

    Rúben Tiago Pereira

    Tiago Miranda

  • Opinião

    Todos os campeões são bonitos

    Bruno Vieira Amaral

  • FC Porto Campeão

    Três épocas, três renascimentos do FC Porto neste século, a mesma identidade num jejum intermitente

    Alexandra Simões de Abreu

  • FC Porto Campeão

    Victor Froholdt, o médio a pilhas que se tornou a extensão de Farioli em campo

    Lídia Paralta Gomes

+ Vistas
  • Modalidades

    O prodígio Wu Yize é mais um campeão mundial de snooker chinês, mal sorri e acha que o estão sempre a apupar

  • A casa às costas

    “Fiz um passe na diagonal, isolei o Nolito, que marcou golo e o Jorge Jesus: ‘Mas o que pensas que andas a fazer?’. Nem quis saber do golo”

  • Modalidades

    O prodígio Wu Yize é mais um campeão mundial de snooker chinês, mal sorri e acha que o estão sempre a apupar

  • Crónicas de jogos

    O Arsenal não precisa de risco. Já tem o pré-programado que o devolveu à final da Champions

  • Reportagens

    “Teríamos sido mais felizes sem a ‘Kristin’”: o União de Leiria voltou a jogar em casa, mas o estádio e o clube ainda recuperam da tragédia

  • Ténis

    Entre a glória e a controvérsia: o manifesto de Marta Kostyuk, a tenista que não gosta de ser treinada por homens

  • Crónicas de jogos

    O Arsenal não precisa de risco. Já tem o pré-programado que o devolveu à final da Champions

  • Crónicas de jogos

    Frente ao Vitória, o Sporting provou que ainda há magia nos corpos cansados

+ Vistas
  • Expresso

    Ucrânia e Irão, dois conflitos no mesmo impasse: “Moscovo sabe que a Europa vai ceder por causa dos combustíveis”

  • Expresso

    Na região Norte, conheça 10 novos restaurantes comprometidos com a cozinha regional

  • Expresso

    Experiência de seis semanas na tropa para ganhar €439 e a carta de condução custa 4,5 mihões por cada dois mil jovens

  • Expresso

    Juízes chumbam lei do Governo para expulsão de estrangeiros: "Tribunais ficariam enterrados em ações para evitar expulsões imediatas"

  • Expresso

    FMI avisa: pior cenário energético já não está fora de hipótese; Espanha apontada como exemplo

  • Expresso

    “Temos de estar preparados para uma nova guerra”: Trump quer Ormuz à força e um Irão “vingativo” quer derrotá-lo nas bombas de gasolina

  • Expresso

    “Chic-Nic” do Dia da Mãe: Parque Eduardo VII, em Lisboa, recebeu evento que a organização quer repetir

  • Expresso

    Filipa Pinto: “Eu queria muito conseguir tratar-me sozinha, não recorrer a medicação. Até o médico dizer: ‘Porque é que tem de chegar ao seu limite?’”