Mundial 2026

Pedro Proença: “Portugal é candidato a ganhar o Campeonato do Mundo. Assumimo-lo sem qualquer tipo de preconceito”

Cristiano Ronaldo e Francisco Conceição durante os festejos da seleção nacional da conquista da última Liga das Nações
Cristiano Ronaldo e Francisco Conceição durante os festejos da seleção nacional da conquista da última Liga das Nações
Maja Hitij - UEFA

À margem da primeira reunião descentralizada da FPF, em Viseu, o líder federativo sublinhou que, com o conjunto de jogadores que tem e o nível de estrutura profissional atual do futebol nacional, a seleção nacional tem de assumir que é uma favoritas ao título nos Estados Unidos, México e Canadá

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, assumiu que Portugal é candidato a vencer o Mundial 2026 de futebol, a disputar entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.

“Hoje é verdade. O futebol português vive uma realidade distinta, diferenciada, e aportamos connosco esta ambição. Com responsabilidade assumimos que obviamente, queremos muito, vamos ser candidatos a ganhar o Campeonato do Mundo, assumimo-lo sem qualquer tipo de preconceito”, afirmou Pedro Proença, após uma cerimónia na Câmara Municipal de Viseu.

No final da primeira reunião descentralizada da FPF e da inauguração de uma exposição itinerante dos troféus conquistados em 2025, o líder da FPF assumiu: “Com este conjunto de jogadores, com esta estrutura profissional que hoje a FPF tem, o trabalho feito pelos clubes, toda esta comunidade do futebol a alimentar o futebol português. Temos que assumir, queremos ganhar o Campeonato do Mundo”.

Com o Campeonato Europeu de futsal a iniciar-se este mês na Letónia, Lituânia e Eslovénia, Pedro Proença realçou também que tem expectativas “em todas as vertentes em que Portugal entra, entra para ganhar”, e lembrou que 2025 “ficou marcado de forma histórica” com o país a “ganhar em todas as vertentes” do futebol.

Segundo o líder federativo, os resultados surgem porque "hoje há um trabalho estruturado” que passa pelo movimento associativo, pelo trabalho da Liga e dos clubes do futebol profissional, ou seja, “há uma simbiose” na modalidade desportiva.

“Obviamente, aqui e acolá, com divergências de pensamento, mas há uma união naquilo que é fundamental, que é aquilo que é o futebol português mais positivo”, defendeu.

O presidente da FPF realçou ainda a “mudança de mentalidade, de mentalidade ganhadora", e acrescentou: Se fosse no futebol profissional, dir-se-ia que é mentalidade de clube grande. Aqui é também mentalidade de uma federação grande, que se quer impor”.

“Os ativos que nós hoje temos, a capacidade que hoje temos de nos mobilizar, o profissionalismo empregue pelos clubes, o movimento associativo, ligas profissionais dão à FPF hoje uma capacidade e uma estrutura de responder de forma muito afirmativa. Mente de que vamos estar nos Estados Unidos para poder ganhar”, reforçou.

O presidente da FPF destacou ainda a final da Taça da Liga, “uma competição que ganhou corpo próprio e que hoje tem o espaço de mérito no calendário desportivo” com a final a disputar-se este sábado entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

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